EUA atacam Irã pelo 9º dia; petroleiros explodem em Ormuz
EUA intensificam ataques ao Irã pelo nono dia consecutivo. Dois petroleiros explodiram no Estreito de Ormuz, segundo Teerã, que acusa EUA de apoiar as embarcações. Tensão eleva preços do petróleo e temores globais.

As forças americanas intensificaram seus ataques ao Irã pelo nono dia consecutivo, enquanto a tensão no Estreito de Ormuz atinge novos patamares. O Irã relatou que dois petroleiros explodiram e ficaram imobilizados na estratégica via marítima, elevando preocupações globais com o fornecimento de petróleo.
## Escalada de Conflitos e Incidentes em Ormuz
A Guarda Revolucionária Iraniana informou que os dois petroleiros se envolveram em um "acidente" e explodiram após tentarem atravessar uma "rota insegura" no Estreito de Ormuz. Segundo Teerã, as embarcações ignoraram avisos iranianos e teriam agido com apoio dos Estados Unidos. A agência britânica UK Maritime Trade Operations (UKMTO) também relatou um navio em chamas próximo à costa de Omã. O Irã declarou que o estreito não está seguro para a passagem de petroquímicos, petróleo e gás enquanto os EUA mantiverem suas ações na região.
## Contra-ataques e Preocupações Globais
Em resposta, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) anunciou uma nova onda de ataques contra o Irã, descrita como uma retaliação à morte de militares americanos. O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o viés retaliatório das ofensivas. Fontes americanas indicam que os ataques visam "reduzir" a capacidade do Irã de intervir em embarcações comerciais. A Guarda Revolucionária também afirmou ter atingido aeronaves e instalações militares americanas na Jordânia, Kuwait e Síria. Sirenes de alerta soaram no Bahrein e o Exército do Kuwait relatou a interceptação de drones hostis.
## Impacto no Mercado e Relações Internacionais
A escalada no confronto entre EUA e Irã ocorre após o fracasso de um acordo de cessar-fogo provisório, aprofundando a disputa pelo controle do Estreito de Ormuz. Essa instabilidade prejudica o fornecimento de energia e alimenta temores de inflação global. Os preços do petróleo já registraram alta, ultrapassando US$ 90 por barril. A situação aumenta a incerteza sobre o fluxo de energia mundial, considerando que por cerca de 20% do petróleo global passa por essa via marítima.