EUA atacam Irã após militares mortos; conflito se intensifica
EUA e Irã intensificam ataques após morte de militares americanos. Washington responde com bombardeios, elevando tensão no Oriente Médio e impactando navegação comercial no Estreito de Hormuz.

Os Estados Unidos realizaram uma nova onda de ataques aéreos contra o Irã na noite de domingo (19), em resposta à morte de militares americanos na Jordânia e no Iraque. A ofensiva, que segundo o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) já se estende pela nona noite consecutiva, tem como objetivo degradar a capacidade militar iraniana e punir as forças da Guarda Revolucionária Islâmica que teriam atacado soldados americanos. O presidente Donald Trump afirmou que os bombardeios foram feitos em "homenagem" aos militares mortos desde sexta-feira (17).
## Escalada do Conflito
Desde sexta-feira, três militares americanos morreram no contexto da guerra entre EUA e Irã. Dois foram mortos em um ataque iraniano a uma base dos EUA na Jordânia, e um terceiro faleceu no norte do Iraque após a detonação controlada de uma munição não detonada, que, segundo o Centcom, provinha de um drone iraniano abatido. Um outro militar americano ficou ferido no Iraque, mas já recebeu alta. O Centcom também informou que restos mortais não identificados foram encontrados na Jordânia e estão em processo de identificação.
O Irã, por sua vez, informou que os ataques americanos atingiram a região de Sirik, no sul do país, próxima ao estreito de Hormuz. Segundo a agência iraniana Mehr, não houve vítimas ou danos à infraestrutura nesses locais. A agência oficial Irna relatou um ataque perto de Hajiabad. A mídia iraniana Tasnim citou explosões em diversas cidades, como Tabriz, Chabahar, Konarak, Bandar Mahshahr e Bandar Imam Khomeini. A Guarda Revolucionária iraniana também anunciou um ataque contra um centro de comando americano na Síria e relatou ter atingido instalações militares dos EUA no Kuwait.
## Implicações e Ameaças
Os ataques entre os dois países se intensificaram após o fim de um cessar-fogo acordado em abril. O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, ameaçou os Estados Unidos, afirmando que a nação iraniana e sua "frente de resistência" têm "lições inesquecíveis a oferecer". Ele também criticou a credibilidade do acordo assinado por Trump, considerando-o "totalmente sem valor". Em resposta, Teerã anunciou a suspensão de compromissos assumidos nos termos do cessar-fogo.
O conflito também afeta a navegação comercial. O Centro de Operações Marítimas do Reino Unido relatou uma embarcação em chamas perto da costa de Omã. A Guarda Revolucionária iraniana afirmou que dois navios petroleiros explodiram após tentar atravessar o estreito de Hormuz, sob suposto incentivo militar americano. Teerã declarou que a via marítima permanecerá insegura enquanto os ataques americanos continuarem.
Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, as fontes divergem sobre o número total de baixas americanas. O UOL Notícias aponta 17 militares mortos e 420 feridos, enquanto o Portal Correio PB e o G1 mencionam 16 militares mortos e mais de 430 feridos, com o Portal Correio PB também citando 50 mortos e mais de 500 feridos em ataques americanos ao Irã nas últimas três semanas, segundo o Ministério da Saúde do Irã. O G1 menciona que a Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter destruído ao menos dois caças americanos e três outras aeronaves em um ataque na Jordânia.