Economia da Coreia do Norte mostra sinais de recuperação sob Kim Jong-un
Economia da Coreia do Norte cresce 3,7% em 2024, impulsionada por vendas de armas à Rússia e comércio com China. Há sinais de melhora em Pyongyang, mas população ainda enfrenta dificuldades.

A Coreia do Norte, sob a liderança de Kim Jong-un, tem apresentado sinais de recuperação econômica após anos de crise e isolamento. Apesar de o país ser conhecido por graves violações de direitos humanos e desnutrição generalizada, com cerca de 45% da população afetada, o regime de Kim Jong-un afirma que a economia passou por uma "transformação milagrosa". Especialistas internacionais observam uma melhora significativa, com o Produto Interno Bruto (PIB) norte-coreano registrando um crescimento de 3,7% em 2024, a maior expansão em oito anos, segundo o Banco Central da Coreia do Sul. Esse cenário otimista é atribuído a fatores como as exportações de armas para a Rússia, em meio ao conflito na Ucrânia, e o fortalecimento do comércio com a China. O controle mais rigoroso sobre mercados informais e uma aplicação menos severa das sanções internacionais também teriam contribuído para o aumento da riqueza do regime.
## Sinais de Melhora em Pyongyang
Relatos de visitantes recentes e análises de imagens de satélite indicam uma melhora visível, especialmente na capital, Pyongyang. A cidade tem apresentado mais ruas iluminadas e o retorno da operação de elevadores em edifícios altos, que antes sofriam com a falta de eletricidade. Ocidentais autorizados a visitar o país, sob vigilância estrita, também notaram um aumento no consumo e na circulação de bens, como a proliferação de telefones celulares e a importação de carros elétricos, além do surgimento de aplicativos de entrega de comida e transporte. Essas mudanças sugerem uma maior atividade econômica e um aumento na disponibilidade de produtos.
## Desafios Persistentes para a População
No entanto, analistas ressaltam que, apesar da recuperação econômica em certos setores e na capital, as duras condições de vida persistem para a vasta maioria da população, que vive longe da elite governante e de Pyongyang. A crise de subsistência e a desnutrição continuam sendo realidades para milhões de norte-coreanos. A pandemia de Covid-19, em 2020, havia agravado ainda mais a situação, levando Kim Jong-un a pedir desculpas públicas pela primeira vez, admitindo que seus esforços não foram suficientes para aliviar as dificuldades do povo. Embora a situação sanitária global tenha melhorado e o país tenha estreitado laços com a Rússia, o impacto das sanções internacionais e o controle estatal rígido sobre a economia ainda representam obstáculos significativos para o bem-estar geral da população norte-coreana.