Colonos Israelenses Atacam Mesquitas na Cisjordânia

Mesquitas na Cisjordânia são alvos de incêndio e pichações por colonos israelenses em meio a crescente onda de violência na região. Ataques ocorrem dias após confrontos deixarem seis mortos.

Colonos Israelenses Atacam Mesquitas na Cisjordânia

Duas mesquitas na Cisjordânia foram incendiadas e pichadas por colonos israelenses, conforme relatado por autoridades palestinas neste domingo (26). Os incidentes ocorrem em um contexto de crescente violência no território, que registrou a morte de seis pessoas nos dias anteriores. Um dos ataques, em Qusra, ao sul de Nablus, teve uma mesquita em construção como alvo. O prefeito local, Abdel Azim Wadi, informou que o fogo danificou a estrutura e que mensagens em hebraico, incluindo a palavra "vingança", e Estrelas de Davi foram pichadas nas paredes.

## Reação Militar e Histórico de Conflitos

O Exército de Israel confirmou o envio de tropas para a área de Qusra após a denúncia do incêndio. Em comunicado, a corporação informou que soldados identificaram sinais de incêndio criminoso e pichações, mas que os suspeitos já haviam fugido. Autoridades palestinas apontam um histórico de negligência por parte das Forças Armadas israelenses na apuração de crimes cometidos por colonos. Em outra ocorrência, colonos teriam incendiado uma mesquita na vila de Kour, perto de Tulkarem, e deixado pichações racistas. A comunidade internacional considera a ocupação da Cisjordânia ilegal.

## Escalada de Violência e Assentamentos

A escalada de conflitos na Cisjordânia se intensificou desde o início da guerra em Gaza em outubro de 2023. Ataques de colonos e operações militares israelenses se tornaram frequentes. Na sexta-feira (24), confrontos após a incursão de colonos em Tel, perto de Nablus, resultaram na morte de quatro palestinos e dois israelenses. Em resposta, Israel anunciou uma operação "antiterrorista" e planos para acelerar a "legalização dos assentamentos". Cerca de 750 mil israelenses vivem na Cisjordânia, em assentamentos considerados ilegais pelo direito internacional, convivendo com aproximadamente 3 milhões de palestinos. A dupla aplicação da lei na região, com leis civis para israelenses e lei militar para palestinos, tem sido um ponto central em acusações de apartheid contra Israel, o que o governo israelense nega.