Ataques dos EUA no Irã deixam 14 mortos; especialista descarta intervenção americana no Brasil

Ataques dos EUA no Irã deixam 14 mortos e 78 feridos, atingindo mais de 90 alvos. Especialista descarta intervenção militar americana no Brasil.

Ataques dos EUA no Irã deixam 14 mortos; especialista descarta intervenção americana no Brasil

A mais recente ofensiva dos Estados Unidos contra o Irã resultou na morte de pelo menos 14 pessoas e deixou 78 feridos nos últimos dois dias, de acordo com o Ministério da Saúde iraniano. A ação militar americana atingiu mais de 90 alvos em todo o país, segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM). A imprensa iraniana relatou explosões e bombardeios em diversas cidades, incluindo Chabahar, um importante porto na costa do Golfo de Omã, onde um hospital foi atingido por destroços, e em Iranshahr, no sudeste, onde um ataque ao aeroporto local causou a morte de um bombeiro.

Os bombardeios também atingiram instalações em ilhas do Golfo Pérsico e cidades costeiras como Bandar Abbas, Sirik, Jask e Konarak. A província de Khuzestan, no sudoeste, registrou três mortes perto de Ahvaz devido a um ataque americano. Na quarta-feira, oito militares iranianos já haviam morrido em ofensivas contra Bandar Abbas e Bushehr. O CENTCOM afirmou ter atingido defesas aéreas e bases de drones, mas não mencionou ataques no norte do país, onde a imprensa iraniana relatou explosões em Golestan.

Em outro contexto, mas envolvendo relações com os Estados Unidos, a possibilidade de uma intervenção militar americana no Brasil, motivada pela designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos EUA, foi categoricamente descartada por Thiago de Aragão, CEO da Arko Advice Internacional. Em entrevista à CNN Brasil, Aragão classificou tal hipótese como um "exercício de futurologia imaginativa muito elaborada" e sem base plausível na realidade atual.

O especialista argumentou que não há lógica em fazer um "salto tão forte e tão exagerado" da classificação dessas facções criminosas para uma invasão ao território brasileiro. Aragão ressaltou que, mesmo que se admita uma possibilidade teórica, a ação não faria sentido na conjuntura atual, pois existem temas infinitamente mais importantes na relação bilateral entre Brasil e EUA que já são realidade. Ele comparou a situação com o Irã, indicando que, assim como uma invasão iraniana seria algo discutido, mas não executado pela complexidade, o mesmo se aplicaria ao Brasil, que, segundo ele, "nem é importante a ponto de se considerar algo desse naipe pelo lado do governo americano".