Alerta anticolisão evita que aviões da Iberia e Air Europa colidam no Atlântico
Sistemas anticolisão impediram colisão entre aviões da Iberia e Air Europa sobre o Atlântico em 10 de julho de 2026. Aeronaves em rotas Brasil-Espanha realizaram manobras evasivas.

Um incidente grave na aviação civil foi evitado em 10 de julho de 2026, quando sistemas anticolisão impediram uma colisão frontal entre duas aeronaves sobre o Oceano Atlântico. Um Airbus A321 da Iberia, que realizava o voo IB140 entre Recife (PE) e Madri, e um Boeing 787-9 da Air Europa, operando o voo UX57 de Madri para Guarulhos (SP), foram autorizados a manter o mesmo nível de voo, aproximadamente 11 quilômetros de altitude, na aerovia N857. Por volta de 1h23 UTC (22h23 de Brasília do dia 9 de julho), próximo à costa do Saara Ocidental e dentro do setor oceânico das Ilhas Canárias, os sistemas TCAS (Traffic Collision Avoidance System) de ambas as aeronaves emitiram alertas simultâneos.
## Alertas e Manobras Evitam Desastre
Diante do risco iminente, o Airbus da Iberia recebeu a instrução "TCAS RA DESCEND" e iniciou uma descida de 500 pés, enquanto o Boeing da Air Europa ativou o alerta "TCAS RA CLIMB" e ascendeu 400 pés. Essas manobras, guiadas pelos sistemas de prevenção de colisão, foram essenciais para afastar as aeronaves e resolver o conflito. Ao todo, 472 pessoas, entre passageiros e tripulantes, estavam a bordo das duas aeronaves. Após a resolução do conflito, ambos os aviões prosseguiram para seus destinos e pousaram em segurança, sem feridos ou danos.
## Investigação em Andamento
O caso, que só foi divulgado dias depois por sites especializados como The Aviation Herald e confirmado por relatórios preliminares, está sob investigação pela Comissão de Investigação de Acidentes e Incidentes de Aviação Civil da Espanha (CIAIAC). O relatório da CIAIAC detalha as matrículas das aeronaves (EC-OLE para o Airbus e EC-NBM para o Boeing) e os indicativos de voo, confirmando a sequência de alertas e as ações tomadas pelos pilotos. A agência espanhola busca entender as causas que levaram as duas aeronaves a serem autorizadas a voar no mesmo nível e na mesma rota em sentidos opostos, a fim de evitar a repetição de situações semelhantes no futuro.