Trump enfraquece leis de proteção a espécies ameaçadas nos EUA
Governo Trump implementa mudanças que enfraquecem a Lei de Espécies Ameaçadas nos EUA, priorizando fatores econômicos e de segurança nacional sobre a proteção ambiental.

O governo do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, finalizou duas novas alterações que diminuem o alcance da Lei de Espécies Ameaçadas de Extinção (ESA). Essas mudanças impactam a proteção de animais como o urso-pardo-do-alasca e a águia-de-cabeça-branca, símbolo nacional.
A primeira alteração revoga a regra que aplicava automaticamente as disposições da ESA a espécies já listadas como 'ameaçadas'. A segunda mudança permite que o governo leve em conta considerações econômicas e de segurança nacional ao decidir sobre a designação de áreas como 'habitat crítico' para essas espécies.
Segundo o secretário do Interior, Doug Burgum, a Lei de Espécies Ameaçadas tem sido "instrumentalizada para bloquear quase todos os projetos nos Estados Unidos, o que aumenta os custos para as famílias, enfraquece nossa competitividade e prejudica nossa segurança nacional".
Essas decisões ocorrem após uma semana de outra medida que restringiu a definição jurídica do termo "dano" dentro da mesma lei. Ambientalistas expressam preocupação com a possibilidade de facilitar a destruição de habitats naturais até então protegidos e já anunciaram que entrarão com ações judiciais.
Noah Greenwald, do Center for Biological Diversity, criticou a "complacência do governo em relação à indústria" em detrimento da proteção ambiental. Em contrapartida, em 2023, o Departamento do Interior sob a administração Biden destacou que a lei foi crucial para salvar centenas de espécies da extinção ao longo das últimas cinco décadas.