Praias impróprias para banho na Paraíba: veja os trechos liberados

Quatro trechos de praias na Paraíba estão impróprios para banho, segundo a Sudema. Dois em João Pessoa e dois em Pitimbu. O monitoramento abrange 62 pontos no litoral.

Praias impróprias para banho na Paraíba: veja os trechos liberados

O litoral da Paraíba possui quatro trechos de praia considerados impróprios para banho, conforme divulgado pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) na sexta-feira, 17 de julho. Dois desses locais estão situados em João Pessoa e os outros dois em Pitimbu. A validade do relatório é até 24 de julho, quando um novo levantamento será publicado.

## Pontos de Atenção e Monitoramento

Em João Pessoa, os trechos impróprios para banho foram identificados na Praia de Tambaú, na Avenida Senador Ruy Carneiro, e nas Praias de Jacarapé e Sol, na Rua Manoel Candido Soares. Já em Pitimbu, os locais com balneabilidade comprometida são a Praia de Maceió, na Avenida Beira Mar, e as Praias de Acaú/Pontinha, na Rua Projetada 5.

Ao todo, a Sudema monitora 62 pontos de coleta de água distribuídos por diversos municípios do litoral paraibano, incluindo João Pessoa, Pitimbu, Mataraca, Baía da Traição, Conde, Lucena, Cabedelo e Rio Tinto. As amostras que originaram o relatório atual foram coletadas entre os dias 13 e 16 de julho.

Segundo o órgão ambiental, a classificação de impróprio para banho aplica-se a uma faixa de 100 metros à direita e à esquerda do ponto de coleta. Áreas fora desse perímetro permanecem liberadas para o banho, a menos que novos dados indiquem alterações na qualidade da água.

## Riscos da Contaminação e Soluções

A balneabilidade refere-se à qualidade da água destinada à recreação, onde há contato direto e prolongado com o corpo humano. A contaminação, frequentemente causada por esgoto doméstico não tratado ou descarte inadequado de resíduos, pode expor banhistas a bactérias, vírus e protozoários. Doenças como enjoos, vômitos, diarreia, dores de estômago, febre, e infecções nos olhos, ouvidos, nariz e garganta são possíveis. Em casos mais graves, pode haver exposição a disenteria, hepatite A, cólera e febre tifoide.

Marcelo Cavalcanti, superintendente da Sudema, explica que um dos desafios nas áreas urbanas é a confusão entre a rede de drenagem pluvial e a rede pública de esgoto doméstico. A ligação indevida do esgoto na rede pluvial, comum em regiões litorâneas, é uma causa significativa de contaminação, agravada pelo crescimento urbano. A Sudema promove ações de educação ambiental, como o programa "Praia Limpa", e autua responsáveis por lançamentos indevidos na rede pluvial, exigindo a ligação correta ao destino final do esgoto.