Óleo suja praia de Ipanema; Inea investiga origem
Placas de óleo cobriram a areia da praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. Moradores denunciaram o ocorrido, e o Inea recolheu amostras para investigar a origem da poluição.

Moradores e frequentadores da praia de Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, se depararam com uma cena preocupante na manhã desta quinta-feira: a areia estava coberta por placas de óleo. O adestrador de cães Bruno de Castro foi um dos primeiros a notar a poluição, por volta das 6h, durante seu passeio matinal com o cachorro. Inicialmente, ele pensou se tratar de algas, mas logo percebeu que era uma substância escura e pegajosa, semelhante a piche, que grudava nos pés.
O fenômeno surpreendeu os banhistas, inclusive um grupo que jogava altinha na areia, alguns dos quais relataram ter se sujado com o material. Bruno de Castro, morador da região, afirmou nunca ter visto algo semelhante em Ipanema, mencionando apenas um caso antigo na Barra da Tijuca, há cerca de trinta anos.
Diante da denúncia, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) agiu rapidamente. Uma equipe da Gerência de Operações em Emergências Ambientais foi enviada ao local para avaliar a extensão do problema e definir as medidas de remediação necessárias. O Inea coletou amostras do material para investigar sua origem e solicitou o apoio da Capitania dos Portos e do Ibama nas investigações.
A presença de óleo na areia de uma das praias mais famosas do Rio de Janeiro levanta questões sobre a segurança ambiental e a necessidade de monitoramento constante. As autoridades buscam agora identificar a fonte da contaminação para evitar que o incidente se repita e para garantir a recuperação da qualidade da areia e do mar.