MPF investiga montadora por circulação em área de restinga em Saquarema
MPF investiga GWM e WSL por circulação de veículos em área de restinga protegida durante etapa de surfe em Saquarema (RJ). Ação publicitária pode ter atingido unidade de conservação.

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou uma investigação preliminar para apurar uma ação publicitária da montadora GWM Brasil, realizada durante a etapa da Liga Mundial de Surfe (WSL) em Saquarema, no Rio de Janeiro. A Procuradoria busca esclarecimentos sobre a circulação de veículos automotores em uma área de restinga na Praia de Itaúna, que pode ter atingido o Parque Estadual da Costa do Sol (PECS), uma unidade de conservação ambiental.
A denúncia partiu de moradores locais, que divulgaram vídeos em redes sociais mostrando carros circulando pela faixa de areia e pela vegetação da praia durante o evento esportivo. A ação publicitária da montadora foi o foco das imagens.
## Contexto da Investigação
O procurador da República Leandro Mitidieri Figueiredo, responsável pela investigação, destacou em seu despacho que a atividade publicitária pode ter configurado uma invasão em área protegida. A Praia de Itaúna é conhecida por sediar etapas importantes do circuito mundial de surfe e atrai turistas e atletas de todo o mundo, mas também abriga ecossistemas sensíveis como a restinga.
O MPF solicitou informações à GWM Brasil, à Liga Mundial de Surfe (WSL) e à prefeitura de Saquarema para entender as circunstâncias em que a circulação dos veículos ocorreu e quais medidas de preservação ambiental foram adotadas, caso tenham sido.
A investigação visa determinar se houve infração ambiental e quais as responsabilidades dos envolvidos, incluindo a montadora, a organização do evento esportivo e o poder público municipal. O caso levanta discussões sobre a conciliação entre grandes eventos, atividades publicitárias e a proteção de áreas naturais em zonas costeiras.