Mancha de Óleo em Ipanema: Banhistas Denunciam Material Misterioso na Areia

Placas de óleo ou piche foram encontradas na Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, sujando banhistas. Inea e Ibama investigam a origem e composição do material misterioso.

Mancha de Óleo em Ipanema: Banhistas Denunciam Material Misterioso na Areia

Banhistas e praticantes de esportes na famosa Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, foram surpreendidos na manhã de quinta-feira (9) pela presença de placas escuras espalhadas pela faixa de areia. Frequentadores descreveram o material como similar a óleo ou piche, relatando que ele aderiu aos pés e roupas de quem caminhava pelo local.

Um dos primeiros a notar a substância foi o adestrador de cães Bruno de Castro, que por volta das 6h da manhã, enquanto passeava com seu cachorro, percebeu a estranha cobertura escura. "Estava escuro, pensei que fossem algas, mas são placas de óleo. Infelizmente a praia está coberta disso aqui. Em Ipanema nunca vi nada igual", comentou Bruno, comparando a situação a um incidente ocorrido na Barra da Tijuca há cerca de trinta anos.

Um grupo de amigos que praticava altinha também relatou ter se sujado com o material durante a atividade, levantando preocupações sobre a qualidade da areia e a segurança dos frequentadores. A natureza e a origem do composto permanecem desconhecidas.

## Investigação Ambiental em Andamento

Diante da denúncia, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) agiu prontamente, mobilizando uma equipe da Gerência de Operações em Emergências Ambientais. A equipe foi enviada à Praia de Ipanema para vistoriar a área e coletar amostras do material. O objetivo é analisar sua composição e determinar a fonte do poluente.

O Inea informou que também buscou apoio de outras instituições relevantes para a apuração do caso, incluindo a Capitania dos Portos e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A colaboração dessas entidades visa aprofundar a investigação e acelerar a identificação da substância.

Até o momento, o Inea não confirmou se o material se trata de petróleo ou algum derivado, nem apresentou hipóteses sobre sua origem. A investigação em curso buscará definir as medidas de remediação necessárias após a conclusão dos laudos e a identificação da causa do incidente. A ocorrência segue em apuração pelas autoridades ambientais.