Europa em Chamas: Incêndios Devastam 254 Mil Hectares em 2026
Europa registra mais de 254 mil hectares queimados por incêndios em 2026. França e Espanha são os estados mais afetados, com evacuações em massa e mobilização de ajuda internacional.

O continente europeu enfrenta uma grave crise de incêndios florestais em 2026, com mais de 254 mil hectares já consumidos pelas chamas desde o início do ano. Segundo dados recentes da União Europeia, foram registrados 1.254 focos de incêndio, um número que, embora menor que o pico de 2025, supera em dobro a média histórica para o período.
## Crise se Agrava na França e Espanha
A França e a Espanha concentram os cenários mais críticos, com milhares de pessoas sendo forçadas a deixar suas residências. Na França, a região de Gironda, próxima a Bordeaux, foi severamente atingida por um incêndio classificado como "sem precedentes", que devastou cerca de 19 mil hectares e forçou a evacuação de aproximadamente 110 mil moradores em subúrbios como Le Haillan, Eysines e Mérignac. O presidente Emmanuel Macron expressou solidariedade e agradeceu o apoio internacional.
Na Espanha, a situação é igualmente alarmante, com incêndios ativos nas regiões de Madri e na província de Ávila. O governo espanhol declarou emergência nacional, e as autoridades locais descreveram o evento como o pior da história da região de Madri. A Guarda Civil mobilizou um contingente expressivo de agentes e veículos para auxiliar nas evacuações e no combate às chamas.
## Mobilização e Impacto Ambiental
Diante da gravidade da situação, a França acionou o mecanismo de proteção civil da União Europeia, recebendo apoio de Portugal, Croácia, República Tcheca, Eslováquia e Suécia, que enviaram aeronaves para auxiliar nas operações de combate. A emissão de CO₂ pelos incêndios, embora ligeiramente abaixo do ano anterior e da média histórica, ainda representa um impacto ambiental significativo.
Os incêndios deste ano na Europa já emitiram 8,31 milhões de toneladas de gás carbônico. O número de focos de incêndio em 2026 é mais que o dobro da média histórica registrada pela União Europeia, indicando uma tendência preocupante de aumento na frequência de eventos extremos, mesmo com áreas queimadas inferiores ao ano passado.