Tribunal de Contas de MG Investiga Sumiço de Acervo em Palácio
TCE-MG investiga o suposto sumiço de acervo valioso do Palácio das Mangabeiras, em BH. ALMG encaminha o caso à Polícia Federal.

O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) instaurou um processo para investigar o suposto desaparecimento de parte do acervo do Palácio das Mangabeiras, antiga residência oficial dos governadores em Belo Horizonte. Entre os itens que teriam sumido estão obras de arte, pratarias, louças, móveis e livros. O caso está sob sigilo e sob a relatoria do conselheiro em exercício Adonias Monteiro.
Paralelamente, a Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) anunciou que levará o caso à Polícia Federal (PF). A PF, contudo, não comentou sobre a possível investigação.
A denúncia ganhou força após uma fiscalização realizada por deputados da ALMG, que apontaram o desaparecimento de diversos bens. Segundo relatos, itens como uma mesa de jantar para até 40 pessoas, equipamentos de cozinha profissional e a biblioteca com 1.038 livros restaurados teriam sumido. A antiga sala de presentes oficiais teria sido transformada em escritório, com a remoção de móveis e a instalação de piso diferente.
O Palácio das Mangabeiras, que deixou de ser residência oficial em 2019 com a posse de Romeu Zema, passou a ser utilizado como centro privado de exposições e para eventos. O governo de Minas Gerais, em contrapartida, afirma que os itens foram devidamente catalogados e transferidos legalmente para outros órgãos públicos, negando o sumiço.
O deputado Leleco Pimentel (PT) planeja se reunir com o presidente do TCE-MG, Durval Ângelo, para discutir o caso. Pimentel expressou preocupação com a deterioração do patrimônio, citando a remoção de poltronas, danos à sala de projeção e à arquibancada.
O episódio levanta questões sobre a gestão e preservação do patrimônio público em Minas Gerais, com órgãos de controle e investigação buscando esclarecer os fatos e a responsabilidade sobre o acervo do histórico palácio.