TJSP absolve Brennand de estupro por dúvida sobre consentimento

TJSP absolve Thiago Brennand de estupro após recurso da defesa alegar dúvida sobre consentimento. Empresário tem outras condenações por violência.

TJSP absolve Brennand de estupro por dúvida sobre consentimento

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) absolveu o empresário Thiago Brennand de uma acusação de estupro. A decisão da 2ª Câmara de Direito Criminal, anunciada nesta segunda-feira (6), atendeu a um recurso da defesa, que argumentou a existência de dúvida razoável sobre o consentimento da vítima. Brennand já possui condenações em outros processos por violência contra a mulher.

Em primeira instância, em agosto de 2025, o empresário havia sido condenado a oito anos de prisão e ao pagamento de R$ 200 mil por danos morais pela acusação de estupro. Na ocasião, ele também foi absolvido de outras acusações, como a de gravação não autorizada da situação. A denúncia pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ocorreu em dezembro de 2022.

A defesa de Thiago Brennand recorreu da decisão inicial, sustentando que a relação foi consensual e que a vítima não apresentou comportamento compatível com quem teria sofrido violência sexual. O MP-SP também entrou com recurso, buscando a condenação por outros crimes e o aumento da indenização para R$ 1 milhão.

## Julgamento do Recurso

O julgamento do recurso, realizado no final de maio, resultou na reversão da condenação. Embora o relator, desembargador Tetsuzo Namba, tenha votado pela manutenção da culpa, a maioria formada pelos desembargadores Francisco Orlando e Alex Zilenovski decidiu pela absolvição. A fundamentação principal foi a conclusão de que a palavra da vítima foi enfraquecida.

## Detalhes da Acusação

De acordo com a acusação, o crime teria ocorrido após um jantar em São Paulo, onde a vítima passou mal após consumir bebida alcoólica. O MP-SP alegou que o empresário teria se aproveitado do estado físico dela para cometer o ato. O Poder360 buscou contato com a defesa de Brennand e com o MP-SP, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.