Suspeito de matar ativista Charlie Kirk confessou arrependimento, diz colega
Tyler Robinson, acusado de assassinar o ativista Charlie Kirk em 2025, confessou arrependimento a colega de quarto em Utah, segundo depoimento em vídeo. Promotoria pede pena de morte.

Um depoimento em vídeo exibido em um tribunal de Utah revelou que Tyler Robinson, acusado de assassinar o ativista conservador Charlie Kirk em setembro de 2025, manifestou arrependimento após o crime. Lance Twiggs, ex-colega de quarto e parceiro afetivo de Robinson, testemunhou sob imunidade legal que o acusado chorou e disse "gostaria de não ter feito isso" no dia seguinte ao ataque.
As informações, divulgadas pela CBS News e também reportadas pelo Jornal de Brasília e Valor Econômico, indicam que Twiggs concedeu a entrevista aos promotores e à polícia em vez de depor na audiência preliminar, recebendo imunidade em troca de sua colaboração. O depoimento foi apresentado como parte das provas para convencer o juiz de que há evidências suficientes contra Robinson para levá-lo a julgamento.
Robinson, que estudava para se tornar eletricista na época do ataque, responde a sete acusações criminais, incluindo homicídio qualificado. Os promotores pedem a pena de morte para o acusado. A defesa, por outro lado, tem sugerido que a polícia falhou em investigar outras possíveis pistas sobre o assassinato, buscando limitar o uso de provas que apontem para motivação política.
Charlie Kirk, de 31 anos e aliado do então presidente americano Donald Trump, foi morto enquanto debatia com estudantes na Universidade do Vale de Utah. O caso se insere em um contexto de crescente preocupação com a violência política nos Estados Unidos, com uma série de ataques contra figuras públicas. Mensagens de texto trocadas entre Robinson e Twiggs, apresentadas pelos promotores, indicam que Robinson teria admitido o crime, justificando a ação com o fato de "já ter tido o suficiente do ódio dele".
A audiência, que dura uma semana, tem sido marcada por debates sobre quais provas devem ser admitidas. A defesa argumenta que a promotoria apresentaria os trechos da entrevista como "confissões", o que poderia comprometer o direito de Robinson a um julgamento justo. Advogados da família Kirk, no entanto, pedem que todas as provas sejam exibidas integralmente, argumentando que a família tem o direito de conhecer os detalhes do caso após dez meses de espera.