STF Realiza Velório de Ex-Ministro Octávio Gallotti em Brasília

Velório do ex-ministro do STF Octávio Gallotti reuniu autoridades em Brasília. Magistrado faleceu aos 95 anos, deixando um legado familiar no Direito brasileiro.

STF Realiza Velório de Ex-Ministro Octávio Gallotti em Brasília

O Supremo Tribunal Federal (STF) realizou nesta segunda-feira (27 de julho de 2026) o velório do ministro aposentado Luiz Octávio Gallotti, que faleceu no domingo (26 de julho de 2026), aos 95 anos. A cerimônia ocorreu no salão branco do STF, em Brasília, reunindo familiares, amigos e diversas autoridades do Judiciário e do Ministério Público.

Entre os presentes estavam ministros do STF, como o presidente Edson Fachin, o vice-presidente Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Luiz Fux, além de ministros aposentados da Corte, como Marco Aurélio Mello, Ellen Gracie, Francisco Rezek e Ricardo Lewandowski. Integrantes do Superior Tribunal de Justiça (STJ), incluindo a filha do ministro falecido, Isabel Gallotti, e o vice-presidente Luis Felipe Salomão, também compareceram, assim como o procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, e o vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand.

O sepultamento está marcado para esta terça-feira (28 de julho de 2026), às 16h, no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro. A tradição do STF de realizar o velório na sede do tribunal foi seguida, com exceção notável ao caso do ministro Teori Zavascki em 2017.

Octávio Gallotti possuía uma notável linhagem jurídica no STF. Ele foi ministro da Corte entre 1984 e 2000, presidindo-a entre 1993 e 1995. Seu pai, Luiz Gallotti, foi ministro de 1949 a 1974, e seu avô materno, Antônio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, atuou no STF de 1917 a 1931. Gallotti foi nomeado para o Supremo pelo então presidente João Baptista Figueiredo em 1984 e se aposentou em 2000 ao atingir a idade limite.

Em homenagem, o presidente do STF, Edson Fachin, discursou destacando as virtudes de Gallotti. Ele afirmou que o ex-ministro pertencia a uma "rara categoria de homens públicos cuja autoridade nunca decorreu da imposição do cargo, mas da coerência de sua conduta, da serenidade de seu espírito e da integridade de seu caráter". Fachin também ressaltou a "tradição familiar" de Gallotti, que se confunde com a história das instituições jurídicas brasileiras, mas enfatizou que seu nome não vive à sombra dessa tradição. A fala final de Fachin ecoou a compreensão de que a autoridade moral precede a jurídica e que a confiança pública é conquistada pela retidão das atitudes.

Antes de ingressar no STF, Octávio Gallotti foi ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) de 1973 a 1984. Nascido no Rio de Janeiro em 1930, graduou-se em Direito pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, hoje UFRJ.