Procuradora ataca sigilo em processo e repudia ataques misóginos
Procuradora Sarah Cavalcanti, alvo de ataques misóginos, busca acesso a documento sigiloso em processo contra ex-prefeito de Macapá. MP Eleitoral reafirma atuação e repudia intimidações.

A Procuradoria da República no Amapá manifestou apoio à procuradora regional eleitoral Sarah Cavalcanti, alvo de ataques misóginos após questionamentos sobre o adiamento do julgamento de um recurso que pode tornar o ex-prefeito de Macapá, Antônio Furlan (PSD), inelegível. O Ministério Público Eleitoral protocolou um novo pedido para acessar um atestado médico que tramita sob sigilo, manobra que levou o TRE a adiar a decisão.
Cavalcanti reclamou que o sigilo imposto ao atestado médico, somado a pedidos de vista, pode inviabilizar o resultado prático de uma eventual condenação. O MP Eleitoral afirma que, apesar das solicitações, ainda não teve acesso ao documento.
A Procuradoria repudiou os ataques direcionados à procuradora, classificando-os como tentativas de deslegitimar a atuação técnica e independente do Ministério Público, e reafirmou que a instituição não se intimidará diante de tentativas de constrangimento.