Ponte Morandi: 32 condenados por desabamento que matou 43

Julgamento do desabamento da ponte Morandi em Gênova (2018) resulta em 32 condenações, incluindo ex-executivos da Autostrade e funcionários públicos, com penas de até 12 anos.

Ponte Morandi: 32 condenados por desabamento que matou 43

Um tribunal italiano proferiu sentenças nesta quinta-feira (16), condenando 32 réus a penas de prisão que podem chegar a 12 anos, no julgamento referente ao desabamento da ponte Morandi, em Gênova, ocorrido em 2018. A tragédia resultou na morte de 43 pessoas.

## Culpa e Negligência no Desabamento

Entre os condenados estão diversos ex-diretores da Autostrade per l'Italia (Aspi), empresa responsável pela gestão do viaduto. A ponte, que ligava a Itália à França, cedeu sob forte chuva em 14 de agosto de 2018, levando dezenas de veículos para o vazio. O julgamento, iniciado em 2022, focou na negligência e homicídio culposo.

Giovanni Castellucci, ex-diretor-geral da Autostrade, que já estava preso por outro acidente fatal em 2013, recebeu a pena mais dura de 12 anos. Ele foi considerado culpado por adiar obras de manutenção essenciais. Outros executivos da Autostrade, que ocupavam posições de número dois e três na hierarquia da empresa, foram sentenciados a cinco anos e meio e 11 anos de prisão, respectivamente. Um antigo alto funcionário do Ministério de Infraestruturas e Transportes, encarregado da fiscalização das concessões rodoviárias, recebeu uma pena de cinco anos.

## Veredicto e Repercussão

Um total de 28 dos 57 coacusados foram declarados culpados, recebendo sentenças de, no mínimo, 1 ano e 11 meses de prisão. A agência de notícias Agi reportou o número total de condenados. Para Michele Matti Altadonna, irmão de uma das vítimas, o veredicto representa um passo para a justiça: "Hoje podemos dizer que há culpados pelo assassinato de nossos entes queridos".

O vice-ministro italiano de Infraestruturas e Transportes, Edoardo Rixi, endossou a decisão, afirmando que o desabamento "não foi uma fatalidade, mas o resultado de graves erros e omissões por parte de quem deveria garantir a segurança (da obra)". Relatórios indicam que, nos 51 anos entre a inauguração da ponte em 1967 e seu colapso, as manutenções mínimas necessárias não foram realizadas.