PGR exige depoimento de Flávio Bolsonaro sobre calúnia a Lula

PGR pede que PF ouça Flávio Bolsonaro em inquérito por calúnia contra Lula. Senador associou presidente a Maduro em postagem e teria ignorado convocações.

PGR exige depoimento de Flávio Bolsonaro sobre calúnia a Lula

A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a Polícia Federal (PF) ouça o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em depoimento. O inquérito em questão investiga o parlamentar por suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A manifestação da PGR foi enviada na última segunda-feira, dia 6, ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso na Corte.

## Investigação apura postagem em rede social

A Polícia Federal concluiu, em 26 de junho, que Flávio Bolsonaro cometeu crime de calúnia contra o presidente Lula. A acusação se baseia em uma mensagem publicada pelo senador na rede social X (antigo Twitter) em 3 de janeiro deste ano. Na ocasião, Flávio Bolsonaro divulgou imagens que associavam o presidente Lula ao ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Na postagem, o senador escreveu: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”. A publicação ocorreu em um momento em que o governo dos Estados Unidos, sob Donald Trump, havia capturado o político venezuelano.

## Senador teria ignorado convocações anteriores

De acordo com o delegado Antonio Carlos Knoll de Carvalho, responsável pela investigação, a postagem do senador sugeria que uma eventual delação premiada de Maduro envolveria o presidente brasileiro em crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e ditaduras, além de fraudes em eleições.

A PF já havia tentado notificar Flávio Bolsonaro para prestar esclarecimentos sobre o caso. No entanto, segundo informações encaminhadas ao ministro Alexandre de Moraes, as mensagens de convite para depoimento foram visualizadas pelo senador e não respondidas, configurando uma recusa em colaborar com a investigação.

Agora, cabe ao ministro Alexandre de Moraes decidir se acata o pedido da PGR para que o depoimento do senador seja formalmente colhido pela Polícia Federal. A decisão do relator do caso no STF definirá os próximos passos da apuração sobre a suposta calúnia.