Pastor chinês Ezra Jin é libertado após pressão internacional

Pastor chinês Ezra Jin, fundador da Igreja Zion, é libertado após detenção e pressão internacional. Chegou aos EUA em 4 de julho de 2026.

Pastor chinês Ezra Jin é libertado após pressão internacional

O pastor chinês Ezra Jin, fundador da Igreja Zion, uma congregação clandestina, foi libertado e chegou aos Estados Unidos em 4 de julho de 2026. A informação foi divulgada pela organização de direitos humanos ChinaAid, que celebra a chegada segura do religioso a Los Angeles.

Jin estava detido desde outubro, quando as autoridades chinesas intensificaram uma repressão contra cristãos no país. Ele foi um dos diversos membros de sua igreja a serem detidos na ocasião. A família do pastor expressou profunda gratidão pela libertação, descrevendo o evento como um "milagre" e agradecendo o envolvimento do então presidente dos EUA, Donald Trump.

## Pressão diplomática e apelos familiares

O caso de Ezra Jin ganhou destaque internacional e foi pessoalmente abordado por Donald Trump durante sua visita à China em maio de 2026. Na época, Trump mencionou que o presidente chinês Xi Jinping estava "considerando seriamente" a libertação de pastores detidos, embora tenha reconhecido a dificuldade em casos de outras figuras, como o cidadão britânico Jimmy Lai.

A esposa e os filhos de Jin, que já residiam nos EUA, intensificaram os apelos ao governo americano e diretamente a Trump para garantir a soltura do religioso. Sua filha, Grace Jin Drexel, chegou a testemunhar perante o Congresso americano em novembro, recebendo apoio público de Trump.

## O movimento das igrejas clandestinas na China

Ezra Jin é uma figura proeminente no movimento de igrejas clandestinas da China. Ele fundou a Igreja Zion em 2007. Embora a sede física da igreja em Pequim tenha sido fechada em 2018, o grupo expandiu suas atividades para a internet, alcançando milhares de seguidores.

O cristianismo é permitido na China, mas o culto oficial deve ocorrer em igrejas sancionadas pelo governo. Estimativas apontam que o número de cristãos na China varia entre 44 milhões (dados oficiais) e cerca de 130 milhões (incluindo fiéis de congregações não registradas). Muitos cristãos optam por cultuar em "igrejas domésticas" para evitar o controle estatal.

## Repressão e casos pendentes

A repressão governamental contra igrejas domésticas se intensificou no ano anterior à prisão de Jin. Em janeiro, membros da Igreja Early Rain também foram detidos. Em junho, uma reunião desse mesmo grupo em Sichuan foi alvo de uma operação policial que resultou na detenção de mais de 30 pessoas para interrogatório.

Diversos membros da Igreja Zion continuam detidos. Em um caso relacionado, os processos de nove membros, incluindo Jin, foram encaminhados aos promotores sob acusações de operações comerciais ilegais e fraude. Outros nove foram liberados sob fiança e aguardam julgamento.