MP apura permanência de presos com transtornos mentais em presídio de MT
Ministério Público de MT investiga situação de presos com transtornos mentais na Penitenciária Central de Cuiabá, buscando transferência para unidades psiquiátricas.

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) abriu um inquérito civil para investigar a permanência de detentos com transtornos mentais na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. A investigação visa garantir que esses indivíduos sejam transferidos para unidades de tratamento terapêutico especializadas, conforme a necessidade de cada caso.
## Busca por Vagas em Unidades Especializadas
A iniciativa do MPMT, conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital, surge após relatos da Gerência de Apoio Administrativo e Penal indicarem que diversos presos com condições psiquiátricas graves permanecem na unidade prisional devido à falta de vagas em hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico. A situação aponta para uma falha no sistema de alocação e tratamento, comprometendo a saúde e a segurança desses detentos.
A promotoria busca assegurar que os custodiados, muitos dos quais cumprem internação provisória ou medida de segurança, recebam o tratamento adequado em locais como o Hospital Adauto Botelho, que é referência em Mato Grosso para o tratamento psiquiátrico. A ausência de vagas em tais unidades impede o cumprimento de decisões judiciais e a garantia dos direitos fundamentais desses indivíduos.
## Impacto no Sistema Prisional e Direitos Humanos
A permanência prolongada de pessoas com transtornos mentais em ambientes prisionais comuns pode agravar suas condições de saúde e dificultar a reabilitação. Além disso, levanta preocupações sobre a violação de direitos humanos, uma vez que o tratamento psiquiátrico especializado é essencial para a recuperação e o bem-estar desses pacientes. O inquérito civil servirá como ferramenta para pressionar órgãos competentes a encontrar soluções efetivas para a superlotação e a carência de leitos psiquiátricos no estado.