MP acusa Virginia Fonseca de induzir seguidores a apostas na Blaze

MP do DF processa Virginia Fonseca e Blaze por suposta indução a apostas erradas durante a Copa do Mundo, pedindo R$ 120 milhões em danos morais.

MP acusa Virginia Fonseca de induzir seguidores a apostas na Blaze

O Ministério Público do Distrito Federal (MPDF) entrou com uma ação civil pública contra a influenciadora Virginia Fonseca e o site de apostas Blaze, acusando-os de uma "estratégia coordenada e sistemática" para captar apostadores durante a Copa do Mundo de 2026. Segundo o MP, Virginia teria induzido seus seguidores a erro ao incentivar apostas na vitória de Cabo Verde contra a Argentina, em uma partida realizada na última sexta-feira (3).

De acordo com a investigação, no dia do jogo, a influenciadora divulgou um vídeo em suas redes sociais onde parecia apostar na seleção de Cabo Verde. O MP destaca que o conteúdo não estava sinalizado como publicidade. A Argentina venceu a partida por 3 a 2, resultando na perda integral do dinheiro apostado pelos consumidores que seguiram a recomendação.

O MPDF argumenta que Virginia utilizou linguagem emocional, apelando para a "esperança", a fim de induzir seus seguidores a um comportamento que levaria a perdas financeiras, sem informar as probabilidades reais. A promotoria afirma que a conduta da influenciadora não foi isolada, mas sim parte de um modelo estruturado de captação de apostadores orquestrado pela Blaze, explorando o engajamento emocional do torneio para incentivar o consumo impulsivo.

A ação civil pública, que busca proteger os interesses coletivos, pede que Virginia remova de suas redes sociais conteúdos publicitários relacionados a apostas que prometam lucros irreais, induzam ao erro, estimulem apostas específicas ou utilizem publicidade disfarçada sem identificação clara.

Além disso, a ação aponta indícios de "práticas abusivas, retenção sistemática de valores e imposição de metas de apostas aparentemente inatingíveis" pela Blaze. As investigações foram iniciadas em 2023, período em que a plataforma operava sem autorização federal. O MPDF também solicita uma indenização por danos morais coletivos no valor mínimo de R$ 120 milhões.

Em nota, a Blaze declarou que não foi formalmente intimada e que se mantém comprometida com a transparência e conformidade com a legislação. A reportagem busca contato com a defesa de Virginia Fonseca.