Moraes revoga tornozeleira de ex-prefeito do RJ investigado

Ministro Alexandre de Moraes revoga tornozeleira eletrônica de ex-prefeito de Belford Roxo e sargento da PM. Ambos são investigados por conexões com grupos criminosos.

Moraes revoga tornozeleira de ex-prefeito do RJ investigado

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a revogação do uso de tornozeleira eletrônica para Márcio Correia de Oliveira, conhecido como Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, e para o sargento da Polícia Militar Antônio Gomes da Silva Neto, que era responsável pela sua escolta. Ambos estavam em liberdade provisória desde 10 de julho, sob cumprimento de medidas cautelares que foram anuladas pela decisão do magistrado.

## Investigação em Andamento

Canella e o policial militar são investigados em um inquérito que apura a atuação de grupos criminosos violentos no estado do Rio de Janeiro e suas potenciais ligações com agentes públicos. Esta investigação tem origem nas medidas estabelecidas pelo STF no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, denominada ADPF das Favelas.

## Detalhes da Prisão e Decisão

A prisão em flagrante de Márcio Canella e Antônio da Silva Neto ocorreu em 7 de julho, durante a sexta fase da operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal. A operação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro associado a uma rede de postos de combustíveis no Rio de Janeiro, com a possível participação de agentes políticos. Na decisão, Alexandre de Moraes ressaltou que os elementos coletados até o momento e os esclarecimentos apresentados pelas defesas não permitem concluir a prática do delito de porte ilegal de arma de fogo. Segundo o ministro, os artefatos bélicos apreendidos parecem estar regularmente registrados e acautelados a policiais militares identificados pela própria corporação. Moraes indicou que possíveis irregularidades relativas à cessão de policiais, ao acautelamento de armamentos ou ao uso das armas em desacordo com normas internas da PM devem ser tratadas na esfera administrativa, pois, neste momento, não apresentam repercussão penal imediata.