Médicos de Maradona buscavam fama, diz testemunha em julgamento

Secretário pessoal de Maradona depõe em julgamento e alega que médicos buscavam fama associada ao craque, ignorando a gravidade do quadro de saúde.

Médicos de Maradona buscavam fama, diz testemunha em julgamento

O julgamento sobre a morte de Diego Maradona, ocorrida em novembro de 2020, ganhou novos contornos com o depoimento de Maximiliano Pomargo, secretário pessoal do ídolo argentino. Nesta quinta-feira, Pomargo afirmou que parte da equipe médica que acompanhava Maradona estava excessivamente influenciada pela fama do jogador, buscando "os holofotes" e se deixando levar pela "febre Maradona".

## Exposição Pública Questionada

Pomargo, que trabalhou ao lado de Maradona de 2016 até seu falecimento, expressou preocupação com a exposição pública de alguns dos profissionais. Ele relatou ter questionado a psiquiatra Agustina Cosachov e o psicólogo Carlos Díaz, ambos réus no processo, sobre a decisão de conceder entrevistas à imprensa. O assistente também teria pedido ao neurocirurgião Leopoldo Luque, principal acusado, que adotasse um perfil mais reservado, considerando a exposição midiática como "excessiva".

## Deterioração e Cuidado Domiciliar

O julgamento busca apurar a responsabilidade da equipe médica no tratamento domiciliar de Maradona, após uma neurocirurgia. O craque faleceu em 25 de novembro de 2020, em sua casa em Tigre, na província de Buenos Aires, devido a uma parada cardiorrespiratória e edema pulmonar. A testemunha descreveu um cenário de "queda livre" nas semanas que antecederam a morte, com o ex-jogador consumindo grandes quantidades de álcool.

Além de Cosachov, Díaz e Luque, outras quatro pessoas respondem por homicídio com dolo eventual, sob a alegação de que suas ações ou omissões poderiam ter contribuído para o óbito. Todos os acusados se declaram inocentes das acusações.