Medicamentos Genéricos: Preços Disparam Mais de 2.400% em São Paulo

Procon-SP revela variação de preço de medicamentos em São Paulo com diferenças de até 2.433% em genéricos. Pesquisa alerta sobre disparidade em remédios de referência e a importância de pesquisar antes de comprar.

Medicamentos Genéricos: Preços Disparam Mais de 2.400% em São Paulo

Uma pesquisa recente do Procon-SP revelou uma variação de preços chocante em medicamentos comercializados na capital paulista. O levantamento, divulgado nesta terça-feira (7), indica que um mesmo medicamento genérico pode apresentar uma diferença de preço de até 2.433,59% entre diferentes estabelecimentos farmacêuticos.

A maior discrepância foi registrada na tadalafila 5 mg, encontrada por R$ 98,05 em uma farmácia da zona norte de São Paulo e por apenas R$ 3,87 em uma loja na zona sul da cidade. Curiosamente, este mesmo medicamento já havia liderado o ranking de maior variação de preços em 2025, evidenciando a persistência do problema.

No segmento de medicamentos de referência, a pesquisa apontou uma disparidade significativa no Synthroid 25 mcg. A cartela com 30 comprimidos foi encontrada por R$ 41,43 em uma farmácia da zona norte e por R$ 10,73 em outra região da capital. Esses valores demonstram a amplitude das flutuações de preço no mercado farmacêutico paulistano.

O estudo abrangeu 70 medicamentos, tanto genéricos quanto de referência, incluindo antitérmicos, anti-inflamatórios, antibióticos, ansiolíticos, anticonvulsivantes e antidepressivos. A comparação foi realizada entre 33 medicamentos de referência presentes nas pesquisas de 2025 e 2026, revelando um aumento médio de 8,43% nos preços. A pesquisa também incluiu dez sites de grandes redes de farmácias, comparando preços de lojas físicas e plataformas online.

Apesar das diferenças expressivas, o Procon-SP informou que todos os preços encontrados estavam dentro do limite estabelecido pela Anvisa. No Brasil, os valores dos medicamentos são regulados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que autoriza um reajuste anual e define os Preços Máximos ao Consumidor (PMC), teto que não pode ser excedido pelas farmácias. A pesquisa visa alertar os consumidores sobre a importância de pesquisar antes de comprar, buscando economia e evitando gastos desnecessários com itens essenciais à saúde.