Mãe Relata Demora em Parto e Perda de Bebê em Hospital do DF
Duas mães no DF denunciam a perda de seus bebês após longas esperas e possíveis negligências em hospitais. Casos de Luciana Ferreira (HRPL) e Karleane da Conceição (Hospital do Gama) estão sob investigação.

## Falha Médica ou Longa Espera?
Duas mães no Distrito Federal relatam experiências angustiantes que culminaram na perda de seus bebês após longos períodos de espera em hospitais públicos. Luciana Ferreira, 34 anos, e Karleane da Conceição Souza Pereira, 25 anos, denunciam possíveis negligências médicas e a demora na realização de partos, o que teria levado à morte de suas filhas, Helena e Bernardo, respectivamente. Os casos estão sendo investigados pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e pela Secretaria de Saúde do DF (SES-DF).
Luciana Ferreira esteve no Hospital Regional de Planaltina (HRPL) entre os dias 26 e 28 de junho. Segundo seu relato, ela chegou à unidade com os primeiros sinais de parto, mas foi liberada diversas vezes, mesmo com dilatação e contrações. Ela afirma ter pedido uma cesariana desde o início, pois exames indicavam que a bebê seria grande e estava deitada de lado. No entanto, o parto vaginal foi mantido. Após três dias de idas e vindas, contrações intensas e até desmaios, a equipe médica realizou uma cesárea de emergência. A bebê nasceu em parada cardiorrespiratória e não pôde ser reanimada.
## Dificuldades e Denúncias
Karleane da Conceição Souza Pereira deu entrada no Hospital do Gama em 24 de junho, grávida de 9 meses e com quadro de pré-eclâmpsia. Ela alega que precisou esperar três dias pela realização do parto, que só ocorreu no dia 26 de junho. Ao nascer, o bebê Bernardo já não reagia e estava sem respirar. Karleane relata que, no atestado de óbito, não há informações claras sobre a causa da morte e que, em sua avaliação, a cirurgia deveria ter sido feita imediatamente ao constatar a pré-eclâmpsia.
A SES-DF informou que determinou a apuração imediata das circunstâncias de ambos os casos. A secretaria declarou que somente se manifestará sobre os fatos após a conclusão das investigações, em respeito aos procedimentos legais. Os casos levantam sérias questões sobre os protocolos de atendimento obstétrico e a agilidade na resposta a emergências em unidades de saúde do DF.