Justiça suspende cobrança de taxa na conta de água em Anápolis

Justiça de Goiás suspende cobrança da Taxa de Serviços Urbanos (TSU) na conta de água em Anápolis, exigindo pagamento separado e clareza para consumidores.

Justiça suspende cobrança de taxa na conta de água em Anápolis

A Justiça de Goiás determinou a suspensão imediata da cobrança da Taxa de Serviços Urbanos (TSU) na conta de água em Anápolis. A decisão liminar, concedida em Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público (MPGO), atende a um pedido que partiu de um grupo de vereadores de oposição na cidade, liderados por Rimet Jules (PT).

O MPGO foi acionado após diversas reclamações de moradores sobre a falta de transparência na cobrança, a dificuldade em entender os valores e a impossibilidade de quitar apenas a tarifa de água. A inclusão da TSU, um tributo municipal, na fatura da Saneago, sem mecanismos claros de pagamento separado, foi considerada prejudicial aos direitos dos consumidores, conforme o Código de Defesa do Consumidor.

## Detalhes da Decisão Judicial

A Justiça fixou uma multa diária de R$ 10 mil caso o município e a Saneago não cumpram a determinação. As exigências incluem a implementação de mecanismos simples e eficazes para o pagamento separado da tarifa de água e da TSU, além de informações claras sobre a natureza municipal da taxa. Outro ponto crucial é a garantia de que o não pagamento exclusivo da TSU não resulte em restrição ao fornecimento de água, um serviço essencial.

O juiz ressaltou o direito do consumidor à informação clara, à liberdade de escolha e à proteção contra métodos comerciais coercitivos, impedindo que um serviço básico seja usado para forçar o pagamento de um tributo municipal. A decisão visa assegurar que os cidadãos possam distinguir e gerenciar seus pagamentos de forma adequada.

## Repercussão e Próximos Passos

O vereador Rimet Jules comemorou a decisão, afirmando que a preocupação com o consumidor era legítima e que o papel do legislador é fiscalizar e defender a população. "A decisão da Justiça demonstra que nossa preocupação era legítima e reforça que o papel do vereador é fiscalizar, defender direitos e agir sempre que a população for prejudicada", declarou.

A Prefeitura de Anápolis, por sua vez, informou que pretende recorrer da decisão. O caso destaca a importância da transparência nas cobranças de serviços públicos e tributos, e o papel ativo do Ministério Público e do Poder Judiciário na defesa dos direitos do cidadão contra práticas consideradas abusivas.