Justiça nega Fies para Sari Corte Real, condenada por morte de Miguel

Justiça Federal nega pedido de Sari Corte Real para financiar curso de medicina via Fies. Ela foi condenada a 7 anos pela morte do menino Miguel.

Justiça nega Fies para Sari Corte Real, condenada por morte de Miguel

A Justiça Federal negou o pedido de Sari Corte Real para ter acesso integral aos recursos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Sari foi condenada a sete anos de prisão pela morte do menino Miguel Otávio Santana, que caiu do 9º andar de um prédio de luxo no Centro do Recife, em junho de 2020. A decisão, assinada pelo juiz Náiber Pontes de Almeida, da 1ª Vara Federal da 1ª Região, em Brasília, é de primeira instância e ainda cabe recurso.

Sari Corte Real, que já foi primeira-dama de Tamandaré, no litoral Sul de Pernambuco, havia sido aprovada há três anos em um curso de medicina em uma faculdade particular. O Fies é um programa do Ministério da Educação que oferece financiamento com juros baixos para estudantes de graduação em instituições privadas, com contratos operados pela Caixa e recursos do Fundo de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

O caso da morte do menino Miguel Otávio Santana chocou o Brasil. Em junho de 2020, o garoto de cinco anos caiu do nono andar do edifício onde a então patroa de sua mãe morava, em Recife. Sari Corte Real era a responsável por cuidar de Miguel naquele dia e, segundo as investigações e o julgamento, ela teria soltado o menino da coleira de segurança que usava para passear na área de lazer do prédio, permitindo que ele tivesse acesso a uma área de risco.

A condenação de Sari Corte Real a sete anos de reclusão em regime fechado ocorreu em setembro de 2021, após o júri popular decidir pela culpa dela no crime. A defesa de Sari Mariana Gaspar Corte Real foi contatada pelo g1 para comentar a decisão, mas não obteve resposta até o momento da publicação.