Justiça mantém júri de empresário por feminicídio e homicídio

Justiça de Cuiabá nega pedido de exame de insanidade mental para Carlinhos Bezerra e mantém júri marcado para próxima terça-feira, onde ele responderá por feminicídio e homicídio.

Justiça mantém júri de empresário por feminicídio e homicídio

## Decisão Judicial Impede Adiamento do Julgamento

A juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, negou o pedido da defesa do empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, conhecido como Carlinhos Bezerra, para que ele fosse submetido a um exame de insanidade mental. A magistrada determinou que o julgamento pelo Tribunal do Júri ocorrerá conforme o cronograma original, na próxima terça-feira (21), na capital mato-grossense.

Segundo a decisão, a ação penal não apresentou indícios mínimos que justificassem a instauração do incidente de insanidade mental. A juíza também ressaltou que o pedido foi feito de forma tardia, após o esgotamento de todas as fases de recurso e às vésperas do julgamento, configurando um caráter intempestivo.

## Defesa Tenta Suspender Processo Sem Sucesso

A estratégia da defesa de Carlinhos Bezerra visava submeter o réu a uma avaliação por perícia oficial do Estado, baseando-se em laudos psiquiátricos e psicológicos particulares, além de exames genéticos. Os advogados buscavam a suspensão imediata do processo até a conclusão de uma análise médica.

No entanto, a juíza fundamentou sua negativa em dois pontos principais. Primeiramente, o histórico processual, desde a investigação policial até a pronúncia, não indicou qualquer comprometimento da capacidade de entendimento ou autodeterminação do réu na época dos fatos. Em segundo lugar, os pareceres particulares apresentados recentemente pela defesa não possuem o mesmo peso jurídico de uma perícia oficial determinada pelo juízo em momento oportuno.

## Relembre os Crimes Atribuídos ao Empresário

Carlinhos Bezerra é réu confesso por crimes de grande repercussão ocorridos em janeiro de 2023, em Cuiabá. Ele será julgado pelo Tribunal do Júri pelos seguintes crimes:

- Feminicídio de sua ex-companheira, Thays Machado.

- Homicídio qualificado de Willian César Moreno, que era namorado de Thays na época.

Com o indeferimento do pedido de insanidade mental, o Judiciário estadual mantém o calendário previsto, com o sorteio dos jurados e os depoimentos marcados para a data estabelecida.