Justiça baiana exige informações sobre prisão de advogados ligados a facções
Justiça da Bahia exige da Seap informações sobre as condições de prisão de dez advogados detidos em operação contra facções. Magistrado questiona estrutura das unidades prisionais.

A Justiça determinou que a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap) informe, em até cinco dias, as condições de prisão dos dez advogados detidos na Operação Sintonia de Gravata. A decisão, do juiz Heitor Awi Machado de Attayde, da 1ª Vara Criminal de Eunápolis, também questiona a existência de espaços adequados para os investigados.
Os pedidos foram feitos pela OAB-BA e pela Associação dos Advogados Criminalistas da Bahia (AACB), que tiveram negado o pedido para participar formalmente da ação penal. Anteriormente, o TJ-BA já havia negado habeas corpus para transferência dos advogados para Sala de Estado-Maior ou prisão domiciliar.
A OAB-BA argumentou que os advogados estão em unidades sem estrutura adequada, com problemas como falta de colchões, infiltrações e ventilação insuficiente. A operação investiga a atuação de advogados em favor de facções criminosas como Comando Vermelho, Bonde do Maluco e Terceiro Comando Puro.