Júri em Vitória: Casos de Assassinato e Feminicídio Chocam o Espírito Santo
Vitória sediará julgamentos de crimes brutais no 2º semestre, incluindo feminicídios e um atropelamento fatal. Casos de repercussão prometem mobilizar o Tribunal do Júri.

Vitória, no Espírito Santo, se prepara para um segundo semestre intenso no Tribunal do Júri, com a pauta repleta de casos de grande comoção social. Crimes violentos, incluindo assassinatos brutais e feminicídios, serão julgados pela população, com destaque para um processo que pode se tornar o mais longo desde a pandemia.
## Atropelamento Fatal na Orla
Um dos casos de maior destaque é o julgamento de Adriana Felisberto Pereira, acusada de atropelar e matar a ciclista Luísa Lopes, de 25 anos. O acidente ocorreu na Avenida Dante Michelini, onde Luísa atravessava na faixa de pedestres. Segundo a denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), Adriana dirigia alcoolizada e acima da velocidade permitida, atingindo Luísa com força suficiente para projetá-la a 40 metros. O julgamento está marcado para 5 de agosto.
## Discussão por Cerveja Termina em Morte
Outro caso que irá a júri é o assassinato de Breno Rezende de Carvalho, de 25 anos, morto com uma facada após uma discussão banal sobre o pagamento de uma cerveja de R$ 16. O acusado, Vilson Luiz Ballan, dono do bar onde ocorreu o crime, confessou o ato, alegando não se recordar dos detalhes devido ao consumo de álcool e medicamentos. O júri popular está agendado para 27 de agosto.
## Feminicídio e Acusações de Insanidade
O segundo semestre também trará o julgamento de Matheus Stein, acusado de assassinar sua namorada, Ana Carolina Rocha Kurth, com mais de 40 facadas em maio de 2023. A denúncia aponta ciúmes e suspeita de traição como motivações. A defesa de Stein alega insanidade mental do acusado, com médicos atestando sua condição. O julgamento está previsto para 17 de setembro.
## Professoras Vítimas de Violência
Um caso de feminicídio que chocou a cidade em dezembro de 2017 também voltará aos tribunais. Patrick Noé dos Santos Filgueira, engenheiro, é acusado de matar sua esposa, a professora Danielly Wandermurem Benício. O julgamento, marcado para 3 de novembro, tem previsão de durar uma semana e ouvir cerca de 24 pessoas, além do réu, e promete ser um dos mais longos após a pandemia.
## Impacto e Expectativas
Estes julgamentos evidenciam a gravidade de crimes que ocorreram na capital capixaba e a necessidade de justiça. A expectativa é que a sociedade, através do júri popular, possa analisar os fatos e proferir decisões que reflitam a gravidade dos atos cometidos. Outros casos de homicídio e tentativas de assassinato, possivelmente ligados ao tráfico de drogas, também aguardam agendamento, dependendo de decisões judiciais sobre recursos apresentados pelas defesas.