Jairinho tem pedido para mudar local de júri negado pelo TJRJ

TJRJ nega recurso da defesa de Jairinho que pedia mudança de local de julgamento do caso Henry Borel. Ex-vereador foi condenado a mais de 43 anos por tortura e morte do enteado.

Jairinho tem pedido para mudar local de júri negado pelo TJRJ

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) negou um recurso apresentado pela defesa do ex-vereador Jairo Santos Souza Júnior, conhecido como Jairinho, que buscava a alteração do local de seu julgamento. Jairinho foi condenado a mais de 43 anos de prisão pela tortura e morte do enteado Henry Borel, de quatro anos. A defesa argumentava que a ampla repercussão do caso na mídia poderia comprometer a imparcialidade dos jurados na capital fluminense.

## Recurso da Defesa Rejeitado

A desembargadora Maria Angélica Guerra Guedes, 2ª Vice-Presidente do TJRJ, rejeitou o pedido, entendendo que não havia ilegalidade na decisão anterior que manteve o júri no Rio de Janeiro. Segundo a magistrada, modificar o entendimento do colegiado exigiria um reexame das provas, o que não é permitido em recursos excepcionais, citando a Súmula nº 7 do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A defesa de Jairinho, por sua vez, declarou que o recurso foi protocolado antes do julgamento e que ainda pretende anular o júri por outras irregularidades.

## Repercussão e Posicionamento

Leniel Borel, pai de Henry e assistente de acusação, celebrou a decisão, reforçando que não havia motivos concretos para remover o julgamento de seu juízo natural. Ele destacou que a repercussão do caso se deve à gravidade dos fatos e reiterou seu compromisso em lutar para que nenhuma manobra processual apague a verdade e a memória de seu filho. Jairinho foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão. Monique Medeiros, mãe de Henry, recebeu perdão judicial pela morte culposa, com a juíza citando reações desproporcionais e discriminatórias de gênero.