Influenciadores Mirins: Justiça analisa pedidos de autorização para monetização

Pais buscam autorização judicial para influenciadores mirins monetizarem conteúdo e explorarem imagem, impulsionados por exigências de empresas e plataformas. Justiça analisa caso a caso para garantir proteção aos menores.

Influenciadores Mirins: Justiça analisa pedidos de autorização para monetização

O número de pais buscando autorização judicial para que seus filhos menores atuem como influenciadores digitais tem crescido expressivamente. A Vara da Infância, da Adolescência e do Idoso de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, tem recebido um volume cada vez maior de pedidos para que crianças e adolescentes possam monetizar conteúdos, participar de parcerias comerciais e ter sua imagem explorada em campanhas publicitárias.

## Crescimento da Demanda Judicial

Em um único dia recente, o Diário da Justiça registrou quatro solicitações de autorização judicial referentes a influenciadores mirins. Essa alta demanda é impulsionada pela exigência de empresas e plataformas digitais, que agora solicitam aval da Justiça antes de firmar contratos ou manter a monetização de perfis que envolvam menores. A legislação brasileira, através do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), prevê a análise individualizada de cada caso para garantir a proteção e o melhor interesse dos jovens.

## Regulamentação e Melhor Interesse da Criança

As solicitações judiciais geralmente detalham as atividades desenvolvidas pelos menores, incluindo informações sobre monetização, contratos com marcas, patrocínios, permutas e outras formas de exploração econômica. Os responsáveis também precisam informar a frequência de exposição nas redes sociais e as medidas de segurança adotadas. Advogados especialistas em Direito Digital apontam que o cenário reflete a profissionalização da atividade de influenciadores mirins e a necessidade de fiscalização judicial para assegurar que essa exploração ocorra de maneira segura e benéfica para os jovens.

A necessidade de autorização não se restringe apenas aos ganhos obtidos diretamente em plataformas de vídeo. Campanhas publicitárias, fotografias para catálogos, comerciais, filmes, peças teatrais, eventos e desfiles que envolvam contrapartidas econômicas, como produtos, descontos ou cachês, também requerem análise judicial. O fator determinante é a existência de exploração econômica, independentemente da plataforma utilizada. O ECA determina que cada pedido seja analisado caso a caso, com fundamentação detalhada sobre a atividade, a participação do menor e as medidas para preservar seu desenvolvimento físico, psicológico e educacional.