IML de Brasileia Esclarece Procedimentos Após Denúncia de Familiar
IML de Brasileia esclarece cronologia de perícia em corpo após denúncia de familiares, detalhando horários e protocolos de atendimento.

O Instituto Médico Legal (IML) de Brasileia, no Acre, veio a público nesta quinta-feira (23) para rebater alegações de familiares sobre a suposta ausência de um médico legista na noite em que o corpo de um jovem, encontrado morto na zona rural do município, permaneceu por horas dentro de um veículo de resgate. O órgão apresentou uma cronologia detalhada dos procedimentos para esclarecer os fatos e reafirmar o cumprimento dos protocolos.
## Detalhes da Perícia e Protocolos
Segundo o IML, o corpo deu entrada na unidade às 22h07. O instituto explicou que, conforme o protocolo operacional vigente, as necropsias são realizadas até as 22h. Casos recebidos após esse horário são submetidos ao exame pericial no primeiro horário do dia seguinte, respeitando a ordem de atendimento e as exigências legais. A realização do exame não pôde ser iniciada imediatamente, pois a requisição oficial, documento indispensável emitido pela autoridade policial, ainda não havia sido recebida. Paralelamente, a unidade aguardava o fornecimento dos formulários de Declaração de Óbito (DO), essenciais para a conclusão dos trâmites legais e a liberação do corpo.
## Cronologia dos Procedimentos
A requisição oficial foi recebida pelo IML às 8h30. A necropsia teve início às 9h11 e foi concluída às 9h30. Posteriormente, às 9h58, as Declarações de Óbito foram entregues, e o médico procedeu ao preenchimento da documentação. Após a conclusão dos procedimentos administrativos necessários, o corpo foi liberado aos familiares às 10h43. O IML de Brasileia ressaltou que todas as etapas foram conduzidas em estrita observância aos protocolos técnico-periciais e às exigências legais, assegurando a regularidade dos procedimentos e a emissão da documentação necessária.
A nota divulgada pelo órgão responde a uma reportagem anterior, na qual parentes do jovem relataram que o corpo teria permanecido por cerca de 24 horas dentro do veículo de resgate, atribuindo a demora à falta de um legista de plantão. A família informou que pretende acionar a Justiça para apurar as circunstâncias do atraso.