Flávio Dino autoriza 3º inquérito contra filho de Lula por corrupção
Flávio Dino autoriza terceiro inquérito contra Lulinha por suspeitas de corrupção e tráfico de influência. Novas investigações da PF apuram negócios ilícitos e repasses de empresária amiga.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As investigações apontam para suspeitas de corrupção e tráfico de influência em áreas do governo federal.
## Novas Suspeitas e Investigadores
Este é o terceiro inquérito a ser aberto contra Lulinha em um curto período. As duas investigações anteriores, autorizadas pelo ministro André Mendonça, focam na atuação do filho do presidente no Ministério da Saúde e na Dataprev. A Polícia Federal também busca apurar repasses feitos pela empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, ao ex-chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.
A nova investigação, solicitada pela Polícia Federal, visa determinar se Fábio Luís Lula da Silva e um grupo de indivíduos estiveram envolvidos em negócios supostamente ilícitos em órgãos federais. As suspeitas centrais giram em torno de tráfico de influência, corrupção e o possível favorecimento de interesses privados em detrimento de órgãos públicos.
## Detalhes das Investigações Anteriores
O nome de Marcola surgiu nas investigações a partir da análise do celular da empresária Roberta Luchsinger. O aparelho foi apreendido no final de 2025, durante a Operação Sem Desconto, que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A análise do material revelou pagamentos de Roberta Luchsinger para Marcola. Em sua defesa, Marcola declarou que os sigilos bancário e fiscal estão à disposição da Justiça e que os valores, que somam R$ 249 mil, se referem a um empréstimo pessoal quitado via transferência bancária. Ele afirmou que a movimentação foi estritamente privada.
Este material também integra outro inquérito, aberto na semana passada pelo ministro André Mendonça, que investiga supostas práticas de tráfico de influência no Ministério da Saúde e no gabinete da Presidência em favor de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Um dos objetivos do lobista, segundo os investigadores, seria a obtenção de um contrato para o fornecimento de medicamentos à base de cannabis, o que não se concretizou. Em depoimento à PF, Roberta Luchsinger confirmou ter apresentado o lobista ao filho do presidente e mencionou uma viagem de Lulinha a Portugal, com despesas pagas pelo lobista, para conhecer uma fábrica de cannabis.
## Outras Investigações e Posicionamentos
Ainda sob a autorização do ministro André Mendonça, Lulinha é alvo de uma terceira investigação que apura sua suposta atuação para favorecer empresários junto à Dataprev. Paralelamente, o ministro Flávio Dino determinou a abertura de mais um inquérito, a pedido da Polícia Federal, para investigar o possível vazamento de dados dessas investigações. A defesa de Fábio Luís Lula da Silva declarou que irá esclarecer quaisquer dúvidas sobre suas atividades pessoais e profissionais, reiterando que Lulinha provará a ausência de relação com irregularidades. As defesas de Roberta Luchsinger e Antônio Carlos Camilo Antunes afirmaram que colaborarão com os autos para o esclarecimento dos fatos, enquanto a Dataprev se comprometeu a fornecer as informações necessárias às autoridades.