Diarista que matou casal de idosos em BH não irá a Júri Popular

Diarista suspeita de latrocínio contra casal de idosos em BH não será julgada pelo Tribunal do Júri. Justiça encaminha caso para Vara de Garantias.

Diarista que matou casal de idosos em BH não irá a Júri Popular

A Justiça de Belo Horizonte determinou que o caso da diarista Paola Stefany Neto Cirino, suspeita de matar um casal de idosos e roubar seus bens, seja retirado do Tribunal do Júri. A decisão, publicada na quinta-feira (9), encaminha o processo para uma Vara das Garantias, pois o crime não se enquadra nas hipóteses de crimes dolosos contra a vida, que são de competência do júri popular.

Segundo a magistrada Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, o delito cometido por Paola Stefany configura latrocínio – roubo seguido de morte. Conforme o artigo 74, § 1º, do Código de Processo Penal (CPP), o Tribunal do Júri é responsável por julgar crimes dolosos contra a vida, como homicídio, infanticídio e aborto. O latrocínio, por ser um crime patrimonial, não se enquadra nessas categorias.

A diarista confessou ter assassinado o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, a facadas em Belo Horizonte. A investigação aponta que Paola sedou o casal com medicamentos para depressão e, em seguida, desferiu golpes fatais. Após o crime, ela roubou joias, dinheiro e relógios do apartamento, avaliados em R$ 108 mil, e vendeu parte dos itens subtraídos.

Paola Stefany foi presa em 2 de maio em Itabira, na Região Central de Minas Gerais, dias após o crime. Ela confessou a autoria e alegou que esperava ser encontrada devido à repercussão do caso. A defesa da diarista também informou que solicitará à Justiça a instauração de um incidente de insanidade mental.

O crime ocorreu em 29 de abril, quando a diarista foi chamada para um serviço no apartamento do casal, localizado na região centro-sul de BH. Segundo a polícia, ela agiu entre o horário do almoço e a tarde, após drogar as vítimas. O filho do casal, que não conseguia contato com os pais desde o dia anterior, encontrou os corpos no dia seguinte. A polícia localizou as roupas manchadas de sangue em uma caçamba e os relógios roubados foram recuperados.