Denúncia aponta desvios e fraude em eleições no Conselho de Enfermagem de MT

Denúncia protocolada na Polícia Federal aponta supostos desvios de verba e fraude em eleições no Conselho de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT). Funcionários acusam a gestão e citam o Cofen.

Denúncia aponta desvios e fraude em eleições no Conselho de Enfermagem de MT

Uma denúncia formal foi apresentada à Polícia Federal (PF), à Controladoria-Geral da União (CGU) e ao Ministério Público Federal (MPF) com sérias acusações contra a atual gestão do Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT). O documento, protocolado por funcionários do próprio conselho, aponta supostos desvios de recursos públicos, formação de quadrilha, irregularidades administrativas e uma possível manipulação nas eleições internas da autarquia. Integrantes do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) também são citados na representação, que solicita a abertura de uma investigação para apurar os fatos.

A representação pede que os órgãos federais investiguem a conduta de diversos membros da diretoria do Coren-MT, incluindo a presidente, o secretário, conselheiros, procuradores, fiscais de contratos, servidores da área de tecnologia da informação e o chefe de comunicação do Cofen. Segundo os denunciantes, existem indícios de irregularidades na administração do conselho que necessitam de apuração pelos órgãos de controle competentes.

## Irregularidades na Sede e Contratos

Um dos pontos centrais da denúncia refere-se à contratação do imóvel que atualmente sedia o Coren-MT, localizado no bairro Jardim Cuiabá, em Cuiabá. Conforme detalhado no documento, o contrato de locação teria sido firmado sem processo licitatório. A contratação ocorreu em menos de 90 dias após a posse da atual gestão e com um custo superior ao da antiga sede. Os servidores denunciantes também levantam questionamentos sobre o fato de a autarquia possuir um prédio próprio no bairro Goiabeiras, que estaria desocupado.

O contrato de locação do novo imóvel prevê a possibilidade de aquisição do prédio por R$ 6,6 milhões. Caso a compra não se concretize, o Coren-MT poderá ser obrigado a pagar uma multa de 10% sobre o valor total, o que equivale a R$ 660 mil. Essa situação, na visão dos denunciantes, representa um potencial prejuízo financeiro significativo aos cofres da autarquia, demandando investigação detalhada sobre a legalidade e a necessidade de tal operação.

## Suspeitas de Fraude Eleitoral

A denúncia também abrange as eleições do Coren-MT realizadas em 2023. De acordo com os servidores, múltiplos profissionais que se inscreveram para votar relataram ter enfrentado dificuldades. As queixas incluem bloqueio de acesso ao sistema de votação e a impossibilidade de concluir o processo eletrônico. Diante disso, os denunciantes solicitam que a PF, a CGU e o MPF apurem qualquer tipo de interferência no processo eleitoral e, caso irregularidades sejam constatadas, que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados. Até o momento, as pessoas citadas na representação não emitiram declarações públicas sobre as acusações apresentadas.