Defesa de Lulinha pede arquivamento de inquérito na PF

Defesa de Lulinha avalia pedir arquivamento de inquérito na PF por falta de provas. Advogados buscam audiência com diretor-geral da corporação.

Defesa de Lulinha pede arquivamento de inquérito na PF

Os advogados de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, estão considerando solicitar uma audiência com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, com o objetivo de apresentar argumentos para o arquivamento de um inquérito. A defesa alega a falta de provas concretas que sustentem a continuidade da investigação sobre supostas fraudes nos descontos associativos do INSS, mesmo após a quebra de sigilo do investigado.

Segundo informações, a Polícia Federal solicitou um prazo adicional para a conclusão das apurações, que tramitam sob a relatoria do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A justificativa para o pedido de extensão do prazo estaria ligada à disponibilidade de efetivo policial para dedicar ao caso.

## Ausência de Vínculos

O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, que atua juntamente com Guilherme Suguimori na defesa, afirmou que os elementos reunidos pela PF após a autorização da quebra de sigilo fiscal e bancário de Lulinha não estabeleceram uma ligação direta entre seu cliente e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", principal figura na investigação.

A defesa pretende levar ao conhecimento do diretor-geral da PF os argumentos que consideram suficientes para o encerramento da investigação. Embora a autoridade máxima da corporação não possua ingerência direta sobre os inquéritos presididos por delegados federais, a estratégia visa reforçar a tese de inexistência de elementos comprometedores.

## Viagem e Negócios

É de conhecimento público que o "Careca do INSS" financiou uma viagem de Lulinha a Portugal, com o intuito de conhecer a produção de medicamentos à base de canabidiol, em um momento em que Lulinha cogitava investimentos no setor. A quebra de sigilo fiscal de Lulinha foi autorizada pelo ministro Mendonça em fevereiro.

Na decisão que permitiu a quebra dos sigilos, o ministro Mendonça também determinou que os provedores de internet preservassem os arquivos de e-mail de Lulinha pelo tempo necessário às investigações.

## Outras Investigações

André Mendonça é o relator no STF da investigação que apura as fraudes em descontos ilegais nos pagamentos a beneficiários do INSS. O magistrado também está à frente do caso envolvendo o Banco Master, que teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central sob suspeita de uso de títulos de crédito falsos.