Chefe do TPI é acusado de abuso sexual por duas mulheres
Chefe do Tribunal Penal Internacional, Karim Khan, enfrenta acusações de abuso sexual detalhadas por duas mulheres. A defesa nega os relatos, enquanto o caso avança para possível destituição.

Duas mulheres que acusam o procurador-chefe do Tribunal Penal Internacional (TPI), Karim Khan, de abuso sexual, detalharam seus relatos pela primeira vez. Em entrevista à CNN, uma advogada identificada como Sarah relatou que Khan teria entrado em seu quarto de hotel na Colômbia e realizado toques íntimos enquanto ela fingia dormir. Segundo Sarah, que trabalhava para Khan, os limites foram invadidos gradualmente, tanto física quanto emocionalmente.
## Acusações Detalhadas
A outra suposta vítima, sob o pseudônimo Patrícia, que era estagiária em 2009, afirmou ter sido alvo de assédio sexual constante na casa de Khan, incluindo apalpadas e beijos. Patrícia disse que o assédio ocorria "sem falta, todas as vezes que eu estava lá". As declarações surgem em um momento delicado para Khan, que foi afastado de suas funções em junho, após uma investigação interna considerar que ele cometeu falta grave.
## Defesa e Contexto do TPI
A defesa de Karim Khan, representada pela advogada Sareta Asraph, negou veementemente as acusações. Asraph declarou que o "conjunto de provas apresenta um quadro muito diferente" dos relatos e que seu cliente continua a negar todas as alegações. O caso pode levar à possível destituição de Khan, eleito para um mandato de nove anos em 2021. Durante sua gestão, Khan emitiu mandados de prisão contra líderes como Vladimir Putin, do Hamas e autoridades israelenses, o que resultou em sanções dos Estados Unidos contra o tribunal e o próprio procurador.