Casal condenado por morte em Aracruz e outro por atropelamento em Manaus

Casais são condenados por crimes fatais no Espírito Santo e Amazonas. Acusados recebem penas de até 11 anos e 5 meses em julgamentos distintos.

Casal condenado por morte em Aracruz e outro por atropelamento em Manaus

Dois casos distintos envolvendo condenações de casais por crimes fatais foram julgados recentemente no Brasil. Em Aracruz, no Espírito Santo, Bruno Eduardo da Silva Moreira e Sacha Rocha dos Passos foram condenados pelo homicídio qualificado de Gustavo Silva Dantas, de 27 anos, ocorrido em julho de 2022. Bruno recebeu a pena de 11 anos e 5 meses de prisão, além de condenação por furto, enquanto Sacha foi sentenciada a 7 anos. A motivação do crime estaria ligada ao fim conturbado do relacionamento entre Sacha e a vítima, com relatos de agressão. Segundo a polícia, Sacha dirigia o carro de onde Bruno desceu, armado, para efetuar os disparos contra Gustavo, que saía de uma festa no bairro Bela Vista. O casal fugiu após o crime, mas foi preso nove dias depois. O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) sustentou a responsabilização dos acusados com base nas provas coletadas.

Em Manaus, Amazonas, o casal Jean Paulo Silveira Oliveira e Idaliana Maciel Oliveira foi condenado a 9 anos, 2 meses e 25 dias de prisão em regime inicialmente fechado. Eles foram julgados pelo Tribunal do Júri pelo duplo homicídio de Mirivan Moraes Soares e seu filho de 2 anos, Matheus, ocorrido em janeiro de 2023. O acidente aconteceu quando Idaliana, que não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e estava aprendendo a dirigir com o marido, perdeu o controle de uma caminhonete durante uma manobra na conjunto Francisca Mendes. O veículo subiu na calçada e atingiu Mirivan e Matheus, que morreram no local. A acusação argumentou que o casal assumiu o risco de provocar as mortes ao permitir que uma pessoa sem habilitação conduzisse o veículo em via pública.