WTA implementa teste genético para jogadoras de tênis
WTA adota teste genético de gênero para jogadoras a partir de terça-feira. Medida visa detectar gene SRY para definir elegibilidade no circuito mundial feminino.

A Women's Tennis Association (WTA) anunciou uma nova política de elegibilidade que entrará em vigor nesta terça-feira (21). A medida exigirá que as tenistas passem por um "teste genético de gênero" para poderem competir no circuito mundial feminino.
## Teste Genético e Elegibilidade
O procedimento, que deverá ser realizado apenas uma vez na vida, consistirá na coleta de uma amostra de sangue ou saliva. O objetivo é identificar a presença do gene SRY, um componente do cromossomo Y associado ao desenvolvimento de características masculinas. A implementação desta política segue as diretrizes estabelecidas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), que também adota medidas para a definição de elegibilidade em competições esportivas.
A WTA declarou estar ciente da complexidade e sensibilidade da questão, comprometendo-se a tratar todas as atletas com respeito, equidade e dignidade. A entidade busca equilibrar as regras de participação com a necessidade de um ambiente inclusivo, embora a nova exigência gere debates sobre sua aplicação e implicações.
## Contexto e Implicações
A decisão da WTA surge em um momento de crescente discussão sobre a participação de atletas transgênero e intersexo em esportes femininos. A detecção do gene SRY é vista como um marcador biológico para determinar a elegibilidade em categorias femininas, alinhando-se a esforços de outras federações esportivas para estabelecer critérios mais claros.
A implementação do teste genético visa, segundo a organização, garantir a integridade das competições femininas. A medida, no entanto, pode gerar controvérsias e debates sobre privacidade e direitos individuais das atletas. A entidade reitera seu compromisso com o respeito e a dignidade, buscando um diálogo aberto sobre os impactos da nova regra.