Viagem para Copa 2030: Saiba quanto custará ir ao Mundial
A Copa do Mundo de 2030, que ocorrerá em três continentes, pode custar entre R$ 45 mil e R$ 65 mil por pessoa para acompanhar a seleção brasileira. Planejamento financeiro em euros e aportes mensais são essenciais.

A Copa do Mundo de 2030 promete ser uma edição histórica, sendo a primeira a ocorrer em três continentes, com jogos distribuídos por seis países: Uruguai, Argentina, Paraguai, Espanha, Portugal e Marrocos. A quatro anos do evento, embora seja impossível prever o custo exato da viagem devido a fatores como câmbio, inflação e disponibilidade de voos e hospedagens, já é possível traçar um panorama para quem deseja se organizar financeiramente.
## Planejamento Financeiro para o Mundial
Especialistas indicam que a construção de uma reserva financeira é o primeiro passo para viabilizar a viagem. Uma estimativa preliminar da SOMMA Multi-Family Office sugere que uma viagem similar para Espanha e Portugal, nos moldes atuais, custaria entre R$ 20 mil e R$ 28 mil. Ao projetar um aumento de 40% a 50%, baseado em tendências de eventos esportivos anteriores, o valor pode subir consideravelmente.
A projeção para acompanhar os três jogos da seleção brasileira na fase de grupos, em uma jornada de aproximadamente 15 dias, aponta para um orçamento que pode variar entre R$ 45 mil (cenário econômico) e R$ 65 mil ou mais (cenário premium), por pessoa. A SOMMA ressalta que a inflação, as flutuações cambiais e as condições de mercado podem alterar significativamente essas projeções ao longo dos anos, além da pressão natural que grandes eventos exercem sobre os preços de hospedagem, transporte e ingressos.
## A Importância do Câmbio e Aportes Mensais
Para o planejamento financeiro, a variação cambial é um fator crucial, visto que a maior parte das despesas será em euro. O planejador financeiro Jeff Patzlaff recomenda a construção da reserva diretamente na moeda europeia, acumulando, por exemplo, pelo menos 10 mil euros nos próximos quatro anos. Dividindo esse montante pelos 48 meses disponíveis, o aporte mensal seria de aproximadamente 208 euros, o que equivale a cerca de R$ 1.220 na cotação atual.
Patzlaff enfatiza que o foco deve ser na disciplina de aportes regulares, e não na busca por alta rentabilidade. Contas internacionais ou estruturas de investimento no exterior podem oferecer rendimentos modestos, mas o principal é manter os recursos protegidos de variações cambiais. A decisão de onde e como guardar o dinheiro deve considerar as características e custos de cada instituição financeira.
As vendas de ingressos e pacotes de viagem para a Copa de 2030 devem se intensificar a partir de 2029. A recomendação é que os interessados já tenham decidido suas preferências um ano antes do evento, período em que as primeiras emissões e reservas tendem a oferecer os preços mais vantajosos. A organização antecipada é a chave para garantir a presença no Mundial.