Trump Ignora Copa 2026: Ausência em Jogos e Influência nos Bastidores

Donald Trump, peça-chave na vinda da Copa 2026 para os EUA, evita estádios, mas atua nos bastidores. Sua ausência é justificada por agenda cheia, mas ele mantém contato com a FIFA.

Trump Ignora Copa 2026: Ausência em Jogos e Influência nos Bastidores

A Copa do Mundo de 2026 segue em andamento com a seleção dos Estados Unidos nas oitavas de final, mas o ex-presidente Donald Trump, figura chave na vinda do torneio para o país, ainda não pisou em nenhum estádio. Sua ausência se estende por todos os jogos, incluindo partidas disputadas em solo americano, Canadá e México.

## Ausência Estratégica ou Ocupação?

Apesar de ter sido um dos principais articuladores para que os Estados Unidos sediassem o Mundial durante seu mandato, e de manter uma relação próxima com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, Trump tem evitado o torneio em sua agenda pública. Andrew Giuliani, diretor-executivo da Força-Tarefa da Casa Branca para a Copa de 2026, atribui essa distância não a questões de segurança, mas sim a um cronograma repleto de compromissos oficiais e ao estilo pessoal do ex-presidente, que, segundo Giuliani, "gosta de criar expectativa".

Giuliani destacou que Trump esteve envolvido em diversas atividades recentes, como as celebrações dos 250 anos da independência dos EUA, eventos de MMA (UFC) e reuniões sobre política interna e externa, reforçando que sua ausência nos estádios se deve à sua agenda "muito ocupada".

## Atuação nos Bastidores

Contrariando sua ausência física nos jogos, Donald Trump tem se mantido ativo nos bastidores da competição. Informações indicam que ele se reuniu com Gianni Infantino "mais de uma dúzia de vezes" desde novembro de 2024 e continua participando de discussões sobre assuntos relacionados ao Mundial. A influência do ex-presidente foi evidenciada recentemente quando ele confirmou ter contatado diretamente Infantino para solicitar a revisão da expulsão do atacante Folarin Balogun, ocorrida durante a vitória dos EUA contra a Bósnia e Herzegovina.

Essa dinâmica entre a distância dos holofotes dos estádios e a atuação nos bastidores levanta questionamentos sobre a estratégia de Trump em relação à Copa do Mundo de 2026, especialmente considerando seu papel fundamental na concretização da candidatura americana.