Trump e Sánchez se encontram na final da Copa em meio a tensões

Presidentes Trump (EUA) e Sánchez (Espanha) se encontrarão na final da Copa do Mundo em Nova Jersey. O evento ocorre em meio a tensões sobre gastos com defesa e Irã, além de polêmicas envolvendo a interferência de Trump em decisões da FIFA.

Trump e Sánchez se encontram na final da Copa em meio a tensões

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, estarão presentes na final da Copa do Mundo neste domingo, em Nova Jersey. O encontro ocorre em um contexto de tensões entre os dois líderes, especialmente devido a divergências sobre os gastos com defesa e a postura em relação ao Irã.

As críticas de Trump à Espanha pela falta de compromisso com a meta da OTAN de gastar 5% do PIB em defesa têm sido recorrentes. Em junho, o presidente americano chegou a sugerir o corte de todo o comércio com a Espanha, mas posteriormente amenizou o tom, elogiando a generosidade do país em relação aos pagamentos. O governo espanhol interpretou essa declaração como um reconhecimento do cumprimento da meta de 2% do PIB em gastos com defesa.

Sánchez também já havia gerado atritos com a administração Trump ao negar o uso de bases militares e espaço aéreo espanhóis para o ataque dos EUA ao Irã no início do ano. Apesar das divergências, Sánchez afirmou que a Espanha busca as melhores relações possíveis com seus aliados e que conversas informais com Trump na cúpula da OTAN focaram em temas como a Copa do Mundo.

A presença de Trump na final foi confirmada pela secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, que destacou a importância do evento como um marco para a Copa do Mundo nos EUA. O presidente americano já havia sido informado sobre sua participação no encerramento do torneio pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino, em agosto de 2025, embora a notícia do G1 mencione uma foto de agosto de 2025 com Infantino e o troféu, o que indica um desalinhamento temporal na informação ou uma possível confusão na fonte original.

Trump não compareceu à partida de abertura e sua presença na final gerou especulações, especialmente após ter sido vaiado em um evento da NBA. Sua relação com o campeonato também foi marcada por polêmicas, como a interferência pessoal em uma decisão de cartão vermelho para um jogador da seleção americana, que foi revertida pela FIFA após pedido de Trump. Essa intervenção gerou críticas da União Europeia e da UEFA, que defenderam a autonomia das entidades esportivas em relação a decisões políticas.

A família real espanhola, incluindo o rei Felipe VI, a rainha Letizia e suas filhas, a princesa Leonor e a infanta Sofia, também confirmou presença na final, que terá a Espanha enfrentando a Argentina.