Técnico Hélio dos Anjos chama organizadas do Náutico de 'marginais'
Técnico Hélio dos Anjos critica duramente torcida organizada do Náutico após vitória, chamando membros de 'marginais' e revelando aumento de segurança pessoal.

A vitória do Náutico por 2 a 1 sobre o Londrina, que marcou o fim de um jejum de oito jogos sem triunfos na Série B do Campeonato Brasileiro, foi ofuscada por um desabafo contundente do técnico Hélio dos Anjos. Em entrevista coletiva pós-partida, o comandante alvirrubro classificou como "marginais" integrantes de uma torcida organizada que realizaram protestos no Centro de Treinamento do clube.
Hélio dos Anjos fez questão de diferenciar o torcedor comum dos manifestantes, declarando: "Eu recebo a torcida do Náutico, mas marginal não. Queria que os covardes que financiam aquele grupo viessem para o embate de trabalho, de questionamento, de conversa". O treinador também anunciou uma mudança na estratégia de saída dos jogadores do CT, que passará a ser feita em grupo para evitar novas abordagens hostis.
"O único erro nosso foi os jogadores saírem separados. Se acontecer novamente, nós vamos sair juntos. O direito de ir e vir não vai ser os marginais que vão me tirar", afirmou o técnico. Diante do clima de tensão, Hélio dos Anjos revelou que precisou reforçar sua segurança particular, destinando um investimento mensal superior a R$ 12 mil para garantir sua integridade física. "Tenho condições porque ninguém vai bater na minha cara. Não vou abrir vidro de carro para um marginal meter dedo na minha cara", desabafou.
O treinador relatou ter sido cercado por manifestantes, necessitando da intervenção da Polícia Militar para controlar a situação. Apesar do resultado positivo que aliviou a equipe na competição nacional, as declarações de Hélio dos Anjos evidenciaram o ambiente de pressão enfrentado pelo Náutico, extrapolando os limites do campo de jogo e impactando o cotidiano do clube.
O episódio levanta discussões sobre os limites do protesto de torcidas organizadas e o impacto dessas ações no trabalho dos profissionais do esporte. A postura firme do técnico busca estabelecer um limite para manifestações que, segundo ele, ultrapassam o direito de expressão e adentram o campo da intimidação e do assédio.