Técnico do Egito apela por Palestina antes de jogo contra Argentina na Copa

Técnico do Egito, Hossam Hassan, pede a atletas e jornalistas que usem a visibilidade da Copa do Mundo para defender o povo palestino antes do jogo contra a Argentina.

Técnico do Egito apela por Palestina antes de jogo contra Argentina na Copa

Às vésperas de um confronto decisivo contra a Argentina nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, Hossam Hassan, técnico da Seleção Egípcia, fez um apelo público em defesa da população palestina. Durante uma coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (6), Hassan solicitou que atletas e profissionais da mídia utilizem a plataforma global do torneio para conscientizar sobre a situação na Palestina.

"Antes de qualquer religião ou nacionalidade, sou um ser humano. As pessoas estão morrendo. Peço a todos os atletas e profissionais da imprensa que aproveitem esta Copa do Mundo para enviar uma mensagem: deixem o povo palestino viver. Eles não querem nada além de viver", declarou o treinador, recebendo aplausos dos presentes. Este não é o primeiro posicionamento de Hassan em relação ao conflito; após a classificação do Egito sobre a Austrália, ele já havia entrado em campo exibindo uma bandeira palestina.

## Estratégia para o Duelo contra a Argentina

Além do pronunciamento humanitário, o técnico egípcio abordou o próximo desafio da equipe. Hassan expressou respeito pela Argentina, atual campeã mundial, mas enfatizou que o Egito pretende manter sua identidade e estilo de jogo. "Respeitamos os pontos fortes da Argentina, mas temos nossa própria personalidade e precisamos impô-la. Eles são os atuais campeões do mundo e merecem todo o respeito, mas também temos nossas qualidades e vamos nos preparar taticamente para enfrentá-los", analisou.

## Discussão sobre Punições na Copa

Hossam Hassan também comentou a decisão da FIFA de adiar a suspensão automática do atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos, após intervenção do presidente norte-americano Donald Trump. Embora tenha dito respeitar a decisão da entidade máxima do futebol, o treinador fez um paralelo com a situação do Egito, que teve um pedido de recurso negado para a suspensão do meio-campista Mohanad Lasheen, desfalque na fase anterior. "Nós também apresentamos um recurso, mas ele não foi aceito. Respeitamos as decisões da Fifa e acreditamos que tudo foi feito de boa-fé", concluiu o técnico.