Técnico da Bélgica revolta-se contra a FIFA por anulação de suspensão
Técnico da Bélgica, Rudi Garcia, critica FIFA por reverter suspensão de Balogun (EUA) às vésperas de jogo da Copa do Mundo. Considera decisão inédita e prejudicial à ética do futebol.

A Federação Internacional de Futebol (FIFA) tomou uma decisão que gerou forte repercussão e críticas contundentes do técnico da Bélgica, Rudi Garcia. A entidade máxima do futebol reverteu a suspensão do atacante dos Estados Unidos, Folarin Balogun, permitindo sua participação no próximo jogo contra a seleção belga, pelas oitavas de final da Copa do Mundo.
Garcia manifestou sua profunda insatisfação com a medida, classificando-a como um ato sem precedentes na história do torneio. Em declarações enfáticas, o treinador ressaltou que sua crítica não se limita à defesa da seleção belga ou de sua confederação, mas sim à preservação da integridade, ética e história do futebol.
## Críticas à decisão inédita
"Eu não sabia que 5 de julho era igual 1º de abril na FIFA. É necessário lembrar sobre nosso comunicado. Muito do que sinto está lá. Não estamos defendendo a seleção ou a confederação (da Bélgica), nós estamos defendendo o futebol, sua ética e história. É a primeira vez na história da Copa do Mundo que uma decisão como essa é tomada", declarou Garcia, visivelmente contrariado.
A polêmica gira em torno do cartão vermelho recebido por Balogun durante a vitória dos Estados Unidos por 2 a 0 sobre a Bósnia, em uma partida anterior da competição. A expulsão automática impediria o jogador de atuar no confronto eliminatório contra a Bélgica, que está marcado para esta segunda-feira (6), às 21h (horário de Brasília), no Lumen Field, em Seattle, nos Estados Unidos.
A FIFA, contudo, emitiu um comunicado neste domingo (5) informando a anulação da punição, liberando o atacante para a partida. A rapidez e a natureza da decisão levantaram questionamentos sobre os procedimentos e a consistência das regras aplicadas pela entidade em momentos cruciais de um torneio mundial.
A situação adiciona uma camada extra de tensão ao já aguardado duelo entre Bélgica e Estados Unidos, com a expectativa voltada tanto para o desempenho em campo quanto para as repercussões das decisões administrativas da FIFA no desenrolar da Copa do Mundo.