Sul-americanos Buscam Reacender Glória na Fórmula 1
Gabriel Bortoleto e Franco Colapinto representam a América do Sul na F1, buscando reviver a glória passada da região e enfrentando desafios financeiros e geográficos.

A Fórmula 1, que um dia foi dominada por talentos sul-americanos, vê uma nova geração tentar reacender essa tradição. Atualmente, o brasileiro Gabriel Bortoleto e o argentino Franco Colapinto são os únicos representantes da América do Sul no grid, ocupando respectivamente as posições 14 e 13 no GP da Hungria. Este número é significativamente menor do que nas décadas de ouro da categoria, quando pilotos como Ayrton Senna e Juan Manuel Fangio brilhavam, e os grids frequentemente contavam com quase dez competidores da região.
## Novos Rostos na Pista
A participação de pilotos sul-americanos na F1 diminuiu drasticamente nas últimas décadas. Entre 2018 e 2024, apenas Pietro Fittipaldi teve breves aparições em dois Grandes Prêmios. A paisagem começou a mudar timidamente em 2024, com a estreia de Franco Colapinto pela Williams. Em 2025, Gabriel Bortoleto se juntou à Sauber, marcando um retorno gradual da região à principal categoria do automobilismo mundial. Eles agora dividem o asfalto com uma maioria esmagadora de pilotos europeus, além de representantes da América do Norte, Oceania e Ásia.
## Desafios e Aspirações
Colapinto expressa otimismo sobre o futuro, notando um crescimento no esporte e nas oportunidades para brasileiros e argentinos. Ele destaca os sacrifícios inerentes a vir de tão longe, muitas vezes exigindo mudanças drásticas e solidão desde a juventude para competir na Europa. Bortoleto complementa, mencionando que o imediatismo de resultados é crucial. Pilotos que não atingem o topo rapidamente nas categorias de base enfrentam dificuldades extremas para chegar à F1. A questão financeira também é um grande obstáculo, com a desvalorização das moedas sul-americanas frente ao euro e dólar tornando os custos das categorias de base cada vez mais proibitivos.
## Inspirações e Legado
Tanto Colapinto quanto Bortoleto citam ídolos históricos como fontes de inspiração. Franco Colapinto admira profundamente Ayrton Senna e Juan Manuel Fangio, cujas carreiras e legados motivam sua jornada. Gabriel Bortoleto, por sua vez, reconhece a sorte de ter tido apoio financeiro e patrocínio desde cedo para superar as barreiras financeiras e geográficas, permitindo que sua carreira decolasse na Europa. A esperança é que o sucesso e a dedicação desses jovens pilotos possam inspirar futuras gerações e restaurar a proeminência sul-americana na Fórmula 1.