Presidente da Fifa Viaja o Equivalente a Duas Voltas na Terra Durante Copa

Presidente da FIFA, Gianni Infantino, viajou quase 93 mil km em jato particular durante a Copa do Mundo, gerando polêmica e alto impacto ambiental.

Presidente da Fifa Viaja o Equivalente a Duas Voltas na Terra Durante Copa

Gianni Infantino, presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), realizou uma maratona de viagens durante a Copa do Mundo recém-encerrada, percorrendo uma distância impressionante de aproximadamente 92,9 mil quilômetros. Este trajeto, que equivale a duas voltas completas ao redor da Terra, foi feito em um luxuoso jato Gulfstream G650ER, operado pela Qatar Airways e custeado pela FIFA. A competição deste ano se destacou por ter um número inédito de 104 partidas, devido à expansão para 48 seleções, e Infantino marcou presença em quase metade delas.

## O Itinerário Inédito do Presidente da FIFA

O presidente da FIFA assistiu a mais de 40 jogos em diferentes cidades do Canadá, México e Estados Unidos, os países anfitriões do torneio. Sua onipresença foi tanta que gerou memes e piadas online, com usuários sugerindo que ele teria estado em dois jogos simultaneamente. Embora não tenha quebrado as leis da física, Infantino participou de jogos em cidades distintas, por vezes em países diferentes, no mesmo dia em 13 ocasiões. Em 2022, ele assistiu a todas as 64 partidas no Catar, um país consideravelmente menor. A Copa de 2026, que será sediada por Marrocos, Portugal e Espanha, já está em pauta para uma nova expansão, possivelmente para 64 times.

## Polêmicas e Impacto Ambiental

O dia mais intenso de viagens de Infantino ocorreu em 26 de junho, quando seu jato cobriu mais de 8.800 km. A rota incluiu passagens por Filadélfia, Miami, Dallas e Seattle, demonstrando a logística complexa de sua agenda. Miami foi um destino frequente, onde o presidente da FIFA assistiu a seis jogos, mais do que em qualquer outro local. A frequência de suas aparições nas transmissões, por vezes, foi recebida com vaias por parte da torcida, em meio a controvérsias envolvendo decisões da entidade. Um exemplo citado foi a revogação de uma suspensão de jogador após intervenção política. O impacto ambiental de tais deslocamentos também é significativo. Estimativas indicam que o custo apenas com combustível pode ultrapassar US$ 350.000, além de gerar mais de 700 toneladas de emissões de CO2, o equivalente à pegada de carbono anual de 40 americanos médios. A demanda por jatos particulares aumentou durante o torneio, com entusiastas ricos replicando roteiros de viagem complexos, mas o volume de voos do presidente da FIFA supera em muito o de um cliente médio de aviação executiva.