Paradinha em pênaltis: A tática virou um problema na Copa?

Análise da Copa do Mundo de 2026 revela que a "paradinha" em pênaltis tem baixo aproveitamento, com goleiros mais preparados e dados sobre batedores dificultando a tática.

Paradinha em pênaltis: A tática virou um problema na Copa?

O pênalti perdido por Kylian Mbappé contra o Marrocos, nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026, reacendeu o debate sobre a eficácia da "paradinha" nas cobranças. Embora a tática, permitida pelas regras da Fifa, seja usada para enganar o goleiro, os dados deste Mundial mostram um baixo aproveitamento. Dos 26 pênaltis cobrados com "paradinha", apenas 15 foram gols, resultando em 57% de acerto, contra 68% das cobranças sem a interrupção.

Especialistas apontam que goleiros maiores e mais atléticos, além do acesso a dados sobre os batedores, dificultam a conversão. A "paradinha" pode ser neutralizada se o goleiro resistir e esperar o momento do chute. A Copa de 2026 já registra o segundo maior índice de pênaltis desperdiçados em tempo normal ou prorrogação desde 1966.

Mesmo com a estatística desfavorável, alguns jogadores como Marko Arnautovic e Neymar converteram com a tática. No entanto, o alto índice geral de erros em pênaltis neste Mundial, que atinge 35% incluindo disputas, sugere uma reavaliação da estratégia pelos cobradores.